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The evidence concerning the most recent Neanderthals in Portugal and maybe in the world, comes from there basic sites: Gruta das Salemas and Gruta da Figueira Brava. For Gruta Nova da Columbeira, two human occupation lewvels were 14C dated: c. 7, 26400 ± 750 BP and c. 8, 28900 ± 950 BP. The industries (denticulates, rich in levallois facies scrapers) are exclusively late Mousterian; this , as well as the fauna and a neanderthalian tooth make this cave one of the reference Mousterian sites in the Iberian Peninsula. Gruta das Salemas - at the bottom, sediment gliding suggests that most of the basal deposits (and bones for 14C dating) came from the outside during a certain time span. Atypical implements have tentatively been ascribed to the Middle Palaeolithic. Bed 8 vielded a human decidual molar and was dated 24820 ± 550 BP,this being apparently too for the Mousterian. The concerned dating may be somewhat later than the lowermost c. 8 deposits. The Gruta da Figueira Brava is especially important because of the wealth of data it provides. The site resulted from karst erosion that broadened vertical diaclases, and mainly from marine abrasion during Tryrrhenian III event. The surfexcavated a broad and deep shelter: The consequent lowering of the sea level (until about - 60 meters) forstered the development of a littoral plain with dunes that was flooded again in the Holocene. Diagenetic CaCo3 consolidated the external part of eolic sand with its fossil contents into a hard sandstone. That, in turn, converted the shelter into the extant cave. The upper part of C. 2 bed shows some evidence of human walking, excavating and (much later) the sticking of amphorae. A neanderthalian tooth was found in C. 2 along with mammal, bird and other faunal remnants. These objects include marine shells, coprolithes, human food garbage, bone and lithic late Mousterian implements, including denticulates (non-levallois facies owing to the scarcity of better raw material), and quartz pebbles brought in by man. Found in C. 3 were fired stones, ashes and charcoal, as well as what seems to be burnt animal fat and resin. These elements suggest the use of for lighting. Much organic matter was eliminated. The accumulation of iron oxides may be the result of the cumulative effect of exposure and denudative processes. The sea (a few kilometers away from its present position) provided large quantities of molluscs and crabs. C. 2 was 14C dated 30930 ± 700 BP,the value for intermediate fraction being 30050 ± 550 BP.The dating may appear somwhat older than the real age. Th/U dating is 30561 + 11759 - 10725 BP.The homogenous lithic implements seem to indicate that the late Mousterian occupation was short and discontinuous: when temporarily abandoned by man, the shelter may have been frequented by bats and other animals such as hyenas and panther.
Os dados acerca dos últimos neandertais em Portugal (e, talvez, no mundo) provêm da Gruta Nova da Columbeira, da Gruta das Salemas e da Gruta da Figueira Brava. Dois níveis de ocupação humana da Gruta Nova da Columbeira foram datados 14C: c. 7, 26400 ± 750 BP e c. 8, 28900 ± 950 BP. Excelentes indústrias (com denticulados, ricas de raspadores de facies levallois), só do final do Mustierense, fauna e um dente de neandertaliano fazem desde um sítio de referência do Mustierense ibérico. Gruta das Salemas - escorregamento de sedimentos sugere que a maior parte dos depósitos basais (e os ossos para datação 14C) provém do exterior: Indústrias atípicas foram atribuídas ao Paleolítico médio. A camada 8 deu um molar lacteal neandertaliano; foi datada de 24820 ± 550 BP, o que parece demasiado tardio para o Mustierense. Esta data pode ser algo mais moderna do que os depósitos iniciais da C. 8. A Gruta da Figueira Brava é particularmente importante devido à riqueza da informação que deu, inclusive sobre a fauna marinha; é a jazida mais rica em Portugal neste domínio. Resultou do alargamento de fissuras e, principalmente, de abrasão marinha (Tirreniano III), que escavou amplo abrigo com tecto sobrejacente. O subsequente abaixamento do nível do mar até ca. de - 60 metros permitiu o desenvolvimento de uma planície litoral com dunas (coberta pelo mar, no Holocénico). Precipitação de CaCo3 veio consolidar a parte externa do enchimento de areias eólicas com fósseis e instrumentos líticos, convertendo o abrigo em gruta. A C. 2 é constituída por areias que, na parte superior; mostram evidência de pisoteio, escavação e implantação de ânforas romanas. Foram encontrados (sobretudo na C. 2, de onde provém um dente de neandertaliano) restos de mamíferos, aves e outros vertebrados, copólitos, conchas marinhas, detritos alimentares humanos, bem como indústrias ósseas e líticas do Mustierense final, com dentículados). A presença (C. 3,em especial) de pedras submetidas a fogo, cinzas, carvão e o que parecem restos de gordura animal queimada e de resina indicam fogueiras e surgem iluminação intensa oxidação eliminou a maior parte da matéria orgânica. A acumulação de óxidos de ferro pode ter resultado do efeito acumulativo da exposição e de processos de denudação. Não há evidência de ter havido perto algum rio. O mar; a poucos quilómetros, fornecia quantidades de moluscos e caranguejos. C. 2 foi datada 14C a partir de valvas de Patella 30930 ± 700 BP, com 30050 ± 550 BP para a fracção intermédia. Não houve contaminação. A idade real pode ser algo mais moderna do que aqueles valores. A datação Th/ U. 30561 + 11 759 - 10725 BP, é compatível com a do 14C. O conjunto de instrumentos líticos, homogéneos, parece indicar que a ocupação mustierense teve duração bastante limitada. Foi descontínua, com episódios de abandono pelo homem que permitiram a frequência por predadores ( sobretudo hienas e panteras) e morcegos.
Os dados acerca dos últimos neandertais em Portugal (e, talvez, no mundo) provêm da Gruta Nova da Columbeira, da Gruta das Salemas e da Gruta da Figueira Brava. Dois níveis de ocupação humana da Gruta Nova da Columbeira foram datados 14C: c. 7, 26400 ± 750 BP e c. 8, 28900 ± 950 BP. Excelentes indústrias (com denticulados, ricas de raspadores de facies levallois), só do final do Mustierense, fauna e um dente de neandertaliano fazem desde um sítio de referência do Mustierense ibérico. Gruta das Salemas - escorregamento de sedimentos sugere que a maior parte dos depósitos basais (e os ossos para datação 14C) provém do exterior: Indústrias atípicas foram atribuídas ao Paleolítico médio. A camada 8 deu um molar lacteal neandertaliano; foi datada de 24820 ± 550 BP, o que parece demasiado tardio para o Mustierense. Esta data pode ser algo mais moderna do que os depósitos iniciais da C. 8. A Gruta da Figueira Brava é particularmente importante devido à riqueza da informação que deu, inclusive sobre a fauna marinha; é a jazida mais rica em Portugal neste domínio. Resultou do alargamento de fissuras e, principalmente, de abrasão marinha (Tirreniano III), que escavou amplo abrigo com tecto sobrejacente. O subsequente abaixamento do nível do mar até ca. de - 60 metros permitiu o desenvolvimento de uma planície litoral com dunas (coberta pelo mar, no Holocénico). Precipitação de CaCo3 veio consolidar a parte externa do enchimento de areias eólicas com fósseis e instrumentos líticos, convertendo o abrigo em gruta. A C. 2 é constituída por areias que, na parte superior; mostram evidência de pisoteio, escavação e implantação de ânforas romanas. Foram encontrados (sobretudo na C. 2, de onde provém um dente de neandertaliano) restos de mamíferos, aves e outros vertebrados, copólitos, conchas marinhas, detritos alimentares humanos, bem como indústrias ósseas e líticas do Mustierense final, com dentículados). A presença (C. 3,em especial) de pedras submetidas a fogo, cinzas, carvão e o que parecem restos de gordura animal queimada e de resina indicam fogueiras e surgem iluminação intensa oxidação eliminou a maior parte da matéria orgânica. A acumulação de óxidos de ferro pode ter resultado do efeito acumulativo da exposição e de processos de denudação. Não há evidência de ter havido perto algum rio. O mar; a poucos quilómetros, fornecia quantidades de moluscos e caranguejos. C. 2 foi datada 14C a partir de valvas de Patella 30930 ± 700 BP, com 30050 ± 550 BP para a fracção intermédia. Não houve contaminação. A idade real pode ser algo mais moderna do que aqueles valores. A datação Th/ U. 30561 + 11 759 - 10725 BP, é compatível com a do 14C. O conjunto de instrumentos líticos, homogéneos, parece indicar que a ocupação mustierense teve duração bastante limitada. Foi descontínua, com episódios de abandono pelo homem que permitiram a frequência por predadores ( sobretudo hienas e panteras) e morcegos.
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Keywords
Arqueologia Escavações arqueológicas Grutas Neantropos Portugal
Citation
Antunes, M. Telles; Cardoso, João Luís - Gruta Nova da Columbeira, Gruta das Salemas and Gruta da Figueira Brava : stratigraphy, and chronology of the pleistocene deposits. In "Memórias da Academia das Ciências de Lisboa" [Em linha]. Lisboa : Academia das Ciências de Lisboa, 2000. T. 38. p. 23-67