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Como era gostoso o meu índio, discursos legitimadores franceses do séc. XVI sobre o índio canibal
dc.contributor.author | Gonçalves, Luís Carlos Pimenta | |
dc.date.accessioned | 2010-08-04T14:40:57Z | |
dc.date.available | 2010-08-04T14:40:57Z | |
dc.date.issued | 2002 | |
dc.description.abstract | No capítulo «Guanabara» de Tristes Tropiques, sobre a implantação e desagregação de uma colónia francesa no Brasil em meados do século XVI, matéria das obras que examinaremos, Claude Lévi-Strauss conta que ao visitar a Baía do Rio de Janeiro levava no bolso «Jean de Léry, breviário do etnólogo»[1]. Segundo o autor esse episódio da colónia da francesa daria para um romance ou um filme[2]. Numa entrevista, afirmava ainda que o relato de Léry era «uma grande obra literária»[3]. Desde então, dois romances franceses vieram satisfazer esse desejo de uma ficção baseada na história da colónia francesa, como adiante veremos. A nossa intervenção centrar-se-á nos discursos que até certo ponto legitimam, nolens volens, a prática antropofágica dos índios do Brasil no século XVI. Prática essa que tem duas interpretações: a primeira, assimila o canibalismo a uma vingança suprema; a segunda, considera o acto como a expressão de uma necessidade alimentar. Se no século XVI, o canibal aparece legitimado como seguidor de um ritual arcaico, no século XVIII, a sua figura é descrita por um Daniel Defoe como a expressão de um bestial apetite de que é salva a personagem de Sexta-feira. Tentarei nesta comunicação evocar, em primeiro lugar, como os quinhentistas franceses, André Thevet, Jean de Léry e Michel de Montaigne, relataram a antropofagia dos índios do Brasil. Em segundo lugar, analisarei como este fenómeno aparece também retratado em dois ficcionistas do século XX: Gilbert Pastor e Jean-Christophe Ruffin, cujo romance Rouge Brésil ganhou redobrada projecção ao receber em 2001 o prémio Goncourt (romance aliás já traduzido em Português). | pt |
dc.identifier.citation | Gonçalves, Luís Carlos Pimenta - Como era gostoso o meu índio, discursos legitimadores franceses do séc. XVI sobre o índio canibal. in COLÓQUIO INTERNACIONAL DISCURSOS DE LEGITIMAÇÃO, Lisboa, 2002 - "Discursos de legitimação : actas do Colóquio Internacional = Discours de légitimation : actes du Colloque International". Lisboa : Universidade Aberta, cop. 2003 | pt |
dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.2/1547 | |
dc.language.iso | por | pt |
dc.publisher | Universidade Aberta | pt |
dc.subject | História | pt |
dc.subject | Antropologia | pt |
dc.subject | Análise do discurso | pt |
dc.subject | Indios | pt |
dc.subject | Brasil | pt |
dc.subject | Século XVI | pt |
dc.title | Como era gostoso o meu índio, discursos legitimadores franceses do séc. XVI sobre o índio canibal | pt |
dc.type | conference object | |
dspace.entity.type | Publication | |
oaire.citation.conferencePlace | Lisboa | pt |
oaire.citation.title | COLÓQUIO INTERNACIONAL DISCURSOS DE LEGITIMAÇÃO, Lisboa, 2002 | pt |
person.familyName | Gonçalves | |
person.givenName | Luís Carlos Pimenta | |
person.identifier.ciencia-id | 7D16-1FCF-DA13 | |
person.identifier.orcid | 0000-0003-4183-2869 | |
rcaap.rights | openAccess | pt |
rcaap.type | conferenceObject | pt |
relation.isAuthorOfPublication | c42ff8ec-5d1f-4bfb-a490-50d8a56ab06a | |
relation.isAuthorOfPublication.latestForDiscovery | c42ff8ec-5d1f-4bfb-a490-50d8a56ab06a |