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Texto epistolar: epifania do eu ou o culto do social?

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O texto epistolar ocupa esse espaço liminar entre o público e o privado, sendo concomitantemente expressão individual, espontânea e modelo social. Nasce num espaço de intimidade, convidando o leitor (mesmo o leitor público, posterior à interacção epistolar) à partilha dessa história, construindo, assim, representações e tecendo relações de sociabilidade. A carta liberta-se frequentemente das suas amarras ontológicas para, resguardada ou camuflada, se extravasar em prefácio, panfleto, manifesto, fluindo — qual “escrita ambulatória” (Diaz, 2002: 97) — do espaço privado para a esfera pública, testemunhando esta porosidade o poder heurístico desta forma discursiva. Numa perspectiva pragmática, estudámos alguns topoi e mecanismos retórico-pragmáticos recorrentes nestas formas discursivas dissimuladas que se exibem como formas epistolares canónicas, configurando, todavia, a partir de forças ilocutórias diversas, outras tipologias textuais que sustentam a tese que defendemos: o diálogo epistolar funda, erige e consolida redes contínuas de sociabilidade.

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Texto epistolar Estratégias linguistico-discursivas Sociabilidade Cortesia verbal

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