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Authors
Cardoso, João Luís
Advisor(s)
Abstract(s)
A ritualização de grandes bovídeos prosseguiu, no Calcolítico, como testemunham as observações realizadas em povoados da mesma região, como os de Marroquíes (Jaén), Carmona e Almizaraque (Almería), conhecendo, nas necrópoles argáricas, uma das suas expressões mais interessantes. Bovinos e ovinos/caprinos seriam então consumidos em rituais de comensalidade, reservando-se um naco de carne, sempre de uma das extremidades, para o morto, simbolizando a sua participação efectiva na crimónia, sendo os nacos de bovino reservados apenas aos indivíduos de maior estatuto social (ARANDA JIMÉNEZ & ESQUIVEL GUERRERO, 2007).
A importância simbólica conferida aos grandes bovinos extravasou, naturalmente, o território peninsular, tanto da Grã-Bretanha como da Itália (PEARSON, 1993; DAVIS & PAYNE, 1993; SARTI, 1998, in CÁMARA SERRANO et al., 2008).
No caso do Carrascal, pelo menos um bovino foi consumido ritualmente – talvez antecedido de sacrifício – em acto que poderá ter congregado toda a comunidade, servindo, deste modo, como elemento agregador e de coesão social, sem ignorar a possibilidade de existência, à época, de uma hierarquização social incipente baseada na posse diferenciada de riqueza, onde certamente os bovídeos teriam papel de destaque. Porém, foi apenas o modo como alguns de tais restos se depositaram, no fundo de uma das duas fossas domésticas identificadas que conferem o carácter ritual à ocorrência em causa.
Em Portugal, além do povoado calcolítico de Vila Nova de São Pedro, a importância ritual dos grandes bovídeos encontra-se demonstrada por outros exemplos, que, através de uma investigação exaustiva poderiam ser significativamente aumentados.
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Keywords
História Arqueologia História da arqueologia Povoados Pré-história Bovídeos Carrascal Oeiras Portugal
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Câmara Municipal de Oeiras