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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Romero (1997) defende a mediação intercultural como uma modalidade de intervenção de terceiras partes,
em e sobre situações sociais de multiculturalidade significativa, orientada para a consecução do
reconhecimento do outro e aproximação das partes, entre atores sociais ou institucionais etnocultural mente
diferenciados. Contudo, geralmente, é apontada apenas a necessidade de mediação em contextos de
vulnerabilidade e exclusão social ( 2008). Por vezes trata se de tentativas de “normalização” dos
outsiders daqueles que se diferenciam dos “ (Elias Scotson, 2000 [ do ponto de
vista cultural, visto que alguns cidadãos são encarados com estranheza ou até como “ (
1997), acantonados espacial e socialmente e segregados do tecido urbano e da cidade ( 2014).
Passados 50 anos do 25 de Abril de 1974, é notória a persistência da ciganofobia ( 2012) e do
anticiganismo ( 2022; Magano D’Oliveira, 2023) em Portugal, estando por cumprir o direito à não
discriminação.
A criação de equipas de mediadores municipais e interculturais, no âmbito do Plano Estratégico para as
Migrações, da Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas 2013 2020 e do Programa
Operacional Inclusão Social e Emprego (Portugal 2020), em 2018 procurou responder à necessidade de
intervenção intercultural junto da população cigana e i migrante. O objetivo desta apresentação é refletir
sobre a ação desenvolvida, em termos de mediação junto de pessoas/famílias ciganas, no período de
implementação e execução do projeto no município do Porto (março 2019 abril 2022), através de dados de
inquérito aplicado a pessoas ciganas e entrevistas realizadas a técnicos e mediadores, para conhecer o
impacto que o projeto teve em entidades públicas e em munícipes ciganos e não ciganos. Os resultados
apontam para uma enorme panóplia d e atividades, papéis e expetativas atribuídos aos mediadores e os
constrangimentos para a concretização, por vezes inatingível ou fora do alcance destes interventores.
