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Pessoa

Costa, Sara Raquel Ferreira

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  • A rota lírica e linguística de Camilo Pessanha pela China
    Publication . Costa, Sara Raquel Ferreira; Rodrigues, Cristiana Vasconcelos; Marcotulio, Leonardo; Cheng, Cuicui
    Camilo Pessanha é amplamente considerado um dos mais relevantes poetas da modernidade portuguesa. Uma das características que desde logo se destaca na sua obra é o contributo dado à poesia simbolista portuguesa. Outra das particularidades do autor que o tornam distinto dos seus pares relaciona-se com o facto de Camilo Pessanha ter vivido em Macau e se ter dedicado ao estudo da língua e cultura chinesas, chegando a ser mencionado como “o mais chinês dos poetas ocidentais, antes de Ezra Pound” (Sá Cunha, 1999, p. 72). Essa devoção de âmbito intercultural levou-o à tradução de poesia chinesa, nomeadamente à tradução de “As oito elegias chinesas”, um conjunto de poemas da Dinastia Ming compilados por Long-Fong-Kong. Durante a Conferência sobre Literatura Chinesa que, segundo levantamento biográfico feito por Daniel Pires, teria sido proferida por Camilo Pessanha a 13 de março de 1915 e publicada oito dias depois no jornal macaense O Progresso, Pessanha analisa e caracteriza os seus próprios conhecimentos de língua chinesa, descrevendo-os da seguinte forma: “o intenso prazer espiritual que o seu estudo, por superficial que seja, dessa língua e dos seus monumentos proporciona a quem a ele se dedica, pelas belezas que encerra, pelas surpresas que causa e, principalmente, pelos vastos horizontes que entreabre ao espírito sobre a condição geral da humanidade e pela luz que projeta sobre o modo de ser das civilizações extintas” (Pessanha, 1992, p. 159). Nesta comunicação percorreremos com Pessanha uma rota lírica e linguística em busca de um entendimento maior entre duas civilizações.