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- Empreendedorismo feminino: desafios, potencialidades e impacto socialPublication . Teixeira, Maria Manuela Costa; Ferreira, Maria EliseteEste estudo analisa o empreendedorismo feminino enquanto fenómeno económico e social com impacto crescente no contexto português. A partir de uma abordagem qualitativa e exploratória, baseada em revisão sistemática da literatura segundo o protocolo PRISMA, investigam-se os principais fatores que motivam as mulheres a empreender, os obstáculos enfrentados e as implicações sociais do seu envolvimento em iniciativas empresariais. Os resultados revelam que, embora o empreendedorismo feminino seja impulsionado por fatores de oportunidade, como autonomia, autorrealização e flexibilidade, persistem barreiras estruturais como o acesso restrito a financiamento, redes de apoio limitadas e estereótipos de género. Adicionalmente, evidenciam-se especificidades do perfil das empreendedoras, como a resiliência, criatividade, empatia e forte orientação social. Em Portugal, apesar dos avanços em termos de políticas públicas e programas de incentivo, a desigualdade de género no ecossistema empreendedor ainda se reflete na sub-representação feminina em cargos de decisão e na limitação do crescimento dos negócios liderados por mulheres. Conclui-se que o empreendedorismo feminino contribui significativamente para a inclusão social, o desenvolvimento local e a promoção da equidade de género, sendo necessário reforçar estratégias públicas e culturais que eliminem os constrangimentos ainda existentes.
- Envelhecimento e inovação social em Portugal: o papel do empreendedorismo socialPublication . Teixeira, Maria Manuela Costa; Cardoso, Mónica Sofia; Firmino, ÂngelaO presente artigo analisa a interação entre o envelhecimento populacional e a inovação social em Portugal, com especial destaque para o papel do empreendedorismo social como motor de mudança. Partindo de uma revisão atualizada da literatura, incluindo contributos como de Klimczuk & Felix, (2020), Socci et al. (2020) e Cucculelli et al.(2023), e da análise de iniciativas nacionais, discutem-se as condições que favorecem a emergência de respostas inovadoras ao envelhecimento, bem como as barreiras estruturais que limitam a sua sustentabilidade. Num contexto de crescente longevidade e transformações demográficas e socioeconómicas, identificam-se iniciativas empreendedoras que oferecem respostas sustentáveis aos desafios do envelhecimento, enquanto se reconhecem lacunas territoriais e setoriais. O estudo sublinha o papel do empreendedorismo social na promoção da inclusão, do bem-estar e do envelhecimento ativo, reforçando a necessidade de políticas públicas integradas e estratégias colaborativas para enfrentar esta transição demográfica. Os resultados evidenciam que, apesar da proliferação de projetos orientados para o envelhecimento ativo e para a coesão intergeracional, persistem constrangimentos significativos, nomeadamente no acesso a financiamento estável, na capacitação e formação em políticas e práticas de envelhecimento e na mensuração rigorosa do impacto. Conclui-se que o empreendedorismo social possui potencial para promover inclusão, reforçar redes comunitárias e gerar modelos de cuidado mais sustentáveis, desde que apoiado por políticas públicas específicas e mecanismos adequados de financiamento, formação e avaliação.
