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Pessoa

Almeida, João Miguel

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  • D . Alexandre Nascimento: um sacerdote católico angolano na transição do colonialismo português para a independência de Angola
    Publication . Almeida, João Miguel
    O percurso de D. Alexandre Nascimento (1925-), bispo de Malanje (1975), arcebispo Metropolitano de Lubango (1977), cardeal (1983), arcebispo de Luanda (1986-2001), é analisado na dupla perspetiva de compreender a dinâmica das relações entre Estado e Igreja Católica no período colonial, transição para a independência e primeiros anos da independência, e a agência da personalidade em causa na transformação destas relações. Testemunha do seu tempo, D. Alexandre Nascimento foi também um agente religioso e social, geralmente discreto, cuja ação, de contornos ainda pouco estudados, é aqui analisada. A sua simpatia pelo nacionalismo angolano, formada no final da década de 1950, nasce da consciência das injustiças sociais do colonialismo português e leva-o a estabelecer contactos com os nacionalistas angolanos e com os oposicionistas católicos portugueses ao Estado Novo, durante o período de exílio na metrópole, entre 1961 e 1971. A sua imagem de crítico do colonialismo português dá-lhe um reconhecimento junto dos nacionalistas angolanos que lhe permite dispor, durante o período de transição para a independência, de uma margem de manobra para estabelecer mediações entre a Igreja Católica e o poder político, entre a hierarquia católica e os padres mais identificados com a vanguarda revolucionária, que outros elementos do episcopado não possuem. Nos primeiros anos da independência afirma-se como defensor da autonomia institucional da Igreja Católica e dos direitos humanos em Angola.
  • Progressive catholicism in Portugal: considerations on political activism (1958-1974)
    Publication . Almeida, João Miguel
    This article seeks to show that the national alliance between Estado Novo and the Catholic Church favored the rise to prominence of those Catholics who, in 1958, abruptly broke with the Salazarist dictatorship and felt legitimated by the theological renewal associated with the Vatican II Council. These “progressive Catholics” were not the only Catholics who opposed the Estado Novo but they were certainly the most visible on the Portuguese political scene and took the most radical positions during the colonial war (1961-1974). May 68 and liberation theology also left their mark on the Portuguese Catholic left, though it retained a pluralist outlook. The post-conciliar crisis was reflected in high-profile departures from the institutional Catholic Church and radical criticism of the ecclesiastical and political authorities.
  • O Centro Católico Português e a Revisão da Lei Moura Pinto (1919-1926): o debate interno na Igreja Católica
    Publication . Almeida, João Miguel
    O decreto 3.856, de 22 de Fevereiro de 1918, será a principal referência das discussões acerca da revisão da Lei da Separação na República do Pós -Grande Guerra. A chamada Lei Moura Pinto dividirá o campo católico entre aqueles que pensam que deve servir de ponto de partida para uma revisão da Lei da Separação de 1911 e os que vêem nela apenas uma variante da Lei da Separação com a qual é preciso romper. O presente artigo aborda o debate interno na Igreja Católica acerca da questão e as posições diferenciadas dos bispos portugueses. No campo republicano as posições divergem entre os que querem melhorar a Lei Moura Pinto num sentido mais favorável à Igreja Católica e os que lutam pela reposição da «intangível» Lei da Separação de 20 de Abril de 1911. Pelas razões que identificaremos, o entendimento informal entre o Estado português e a hierarquia católica na República do pós Grande Guerra não se traduz numa revisão da Lei da Separação que consolide as relações entre o Estado republicano e a Igreja Católica.
  • Católicos e política na crise do Liberalismo: o percurso de António Lino Neto (1873-1934)
    Publication . Almeida, João Miguel; Rosas, Fernando José Mendes
    A presente tese analisa o pensamento e acção de um dirigente católico, António Lino Neto (1873-1961), no contexto das relações entre o Estado português e a Igreja Católica na crise do liberalismo iniciada na última década do séc. XIX e que conhece um desfecho com a instauração do Estado Novo na década de 1930. A intervenção pública de António Lino Neto é contextualizada nas fases políticas que o Estado português atravessa ao longo da crise do liberalismo: monarquia constitucional, I República, ditadura militar e Estado Novo. As dinâmicas políticas católicas em Portugal são abordadas tendo em consideração a evolução política nacional, as relações Igreja Católica/Estado e as mudanças de orientação dos pontificados de Leão XIII, Pio X, Bento XV e Pio XI. António Lino Neto foi um homem institucional: professor catedrático de economia política desde 1908 e presidente do Centro Católico Português de 1919 a 1934. No período da República do pós Grande Guerra foi um protagonista do catolicismo político que procurou secundarizar a questão do regime, distinguindo entre a obediência aos poderes constituídos e a crítica à legislação injusta. Foi perdendo relevância no contexto da emergência de um poder autocrático que, em regime formal de separação entre Estado e Igreja, reconhecia o valor social do catolicismo e se entendia directamente com uma hierarquia católica cujo poder sobre a organização eclesiástica foi reforçado ao longo do período em análise.
  • Mudanças e conflitos nos paradigmas missionários católicos no colonialismo tardio em Moçambique
    Publication . Almeida, João Miguel
    O paradigma missionário católico manifesto no acordo entre o Estado português e a Santa Sé na Concordata de 1940 e no Acordo Missionário, atribui à Igreja Católica uma «utilidade imperial» e um sentido «civilizador», associados ao nacionalismo português. Após a Segunda Guerra Mundial, essa visão cede o lugar ou entra em conflito com novos paradigmas missionários baseados nas ideias de «desenvolvimento» ou de «libertação». No período do colonialismo tardio (1961-1974), os conflitos entre os diferentes paradigmas missionários articularam-se com as diversas clivagens políticas e eclesiais.