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- Argumentação e impolidez: o post nas instâncias da interaçãoPublication . Albuquerque, Rodrigo; Seara, Isabel; Santos, Leonor Werneck dos; Mattedi Tomazi, MichelineA partir da convergência teórica dos estudos de (im)polidez e de argumentação, este artigo busca analisar estratégias linguístico-discursivas (im)polidas que subjazem aos posicionamentos dos leitores que opinam, no Facebook, sobre a notícia “Moradores de rua se casam em avenida de BH”. Para a construção da base teórica, convocam-se trabalhos afiliados aos estudos da (im)polidez (LAKOFF, 1973; LEECH, 1983; BROWN; LEVINSON, 1987; CULPEPER, 1996) e da argumentação (ROULET, 1989; AMOSSY, 2000; 2009; 2017; RODRIGUES, 2011). Sob a orientação de um paradigma qualitativo, foram analisados 22 comentários referentes à referida notícia, veiculada em 2019 no Facebook do Portal G1. Como resultados, percebeu-se, no corpus, que as interlocuções foram permeadas por diversas estratégias linguístico-discursivas que visavam a ridicularizar o casamento coletivo realizado em Belo Horizonte (BH), revelando um discurso marcadamente agressivo e impolido.
- (Im)polidez em diferentes contextos sócio/interculturaisPublication . Albuquerque, Rodrigo; Cabral, Ana Lúcia Tinoco; Seara, IsabelNeste dossiê, rememoramos os contributos de Goffman (1964 [1998]) no que tange à situação negligenciada, à época, por algumas correntes linguísticas: a situação social, que conduz sujeitos, igualmente sociais, na construção conjunta de sentidos, como atividade inerente à interação face a face. Na esteira goffmaniana, regras culturais, em nossa leitura (tanto no contato sócio quanto intercultural), “estabelecem como os indivíduos devem se conduzir em virtude de estarem em um agrupamento e estas regras de convivência, quando seguidas, organizam socialmente o comportamento daqueles presentes à situação” (GOFFMAN, 1963, 1964 [1998]). Historicamente, direta ou indiretamente, tal formulação orientou discussões posteriores, assentadas em um campo (extra)linguístico, tais como o fenômeno da polidez (LAKOFF, 1973; LEECH, 1983; BROWN; LEVINSON, 1987), que, igualmente, são nutridas pelas considerações acerca das atividades da face positiva (necessidade de ser apreciado) e da face negativa (necessidade de ser livre de imposições) (GOFFMAN, 1967), e, de forma diversa, se manifesta em perspectiva sócio/intercultural.