História Contemporânea
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Recent Submissions
- Intelectuais africanos no espaço político português : desenvolvimento da sua intervenção nativista entre finais do século XIX e meados do século XX : o caso de Cabo VerdePublication . Guimarães, José António Nobre Marques; João, Maria IsabelNeste trabalho abordamos a intervenção nativista de alguns intelectuais africanos de Cabo Verde com o objectivo de clarificar o seu significado e alcance político. Apesar do seu empenho na defesa dos cabo-verdianos contra a opressão colonial portuguesa, aqueles intelectuais não conseguiriam gerar um movimento anti-colonial capaz de conduzir a colónia à independência, mas deixaram às novas gerações um legado político e cultural que lhes permitiu assegurar a luta pela preservação da sua identidade nacional e, finalmente, alcançar a emancipação de Cabo Verde da dominação colonial.
- Memória e império : comemorações em Portugal : 1880-1960Publication . João, Maria Isabel; Magalhães, Joaquim Romero; Rocha-Trindade, Maria BeatrizEste estudo analisa as comemorações dos centenários relacionados com os descobrimentos, a expansão e o império. A única comemoração regular incluída é o 10 de Junho, Festa de Portugal desde 1925. As conotações de que se foi revestindo o feriado é uma história bem expressiva das apropriações ideológicas e políticas deste tipo de eventos. O período cronológico abordado situa-se entre 1880 e 1960. A delimitação decorre do próprio objecto de análise, visto que entre o primeiro ano e o último se situam os grandes centenários relacionados com os tópicos seleccionados. Depois de 1960, tais comemorações perderam o élan e tiveram uma projecção mais limitada. Mas mais importante ainda do que a questão dos centenários é a articulação que pode ser feita entre as duas datas no que se refere à edificação do Império Africano: em 1880, ainda dava os primeiros passos e, em 1960, estava a chegar ao princípio do fim. Assim, entre o tricentenário da morte de Camões e o quinto centenário da morte do Infante D. Henrique se situou o essencial da construção da memória e do imaginário nacionalista do país. Começamos, no primeiro capítulo, por situar os contextos em que ocorreram as comemorações e as perspectivas que as justificaram na época. Em seguida, caracterizamos as formas de organização e os protagonistas destes eventos do ponto de vista sociológico, com uma breve incursão pelo impacto e difusão dos vários centenários. Passamos, no terceiro capítulo, à análise das práticas e ritos comemorativos. O quarto capítulo é consagrado à iconografia e, o quinto, aos discursos através dos quais se pretendia configurar a memória colectiva e a identidade nacional.