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Comunicação Multicultural e Intercultural

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  • Vozes de alunos sobre a violência/agressividade em casa, na escola e na rua no contexto intercultural de Chelas
    Publication . Moniz, Luísa Lobão; Grave-Resendes, Lídia
    Vozes de alunos sobre violência/agressividade em casa, na escola e na rua no contexto intercultural de Chelas é um trabalho baseado no meu percurso profissional, como professora numa escola multicultural e em contacto directo, durante anos, com famílias e crianças em que a violência tem sido uma constante nas suas vidas. Esta investigação teve como ponto de partida dar voz às crianças enquanto vítimas, espectadoras e autores de violência/agressividade em casa, na escola e na rua. Porque se acredita que a criança é um ser que faz a sua própria história, os testemunhos baseiam-se em dados reais das suas vidas. A criança é o elemento central de todo o processo de investigação. Partiu-se de uma fundamentação teórica que tentou analisar o que é a violência, a agressividade, a negligência, assim como a importância da aprendizagem das regras e dos contos tradicionais. Estudou-se a complexidade da família, da cultura e do reconhecimento do outro. Optou-se pela triangulação através de dados recolhidos nas diferentes metodologias de estudo do mesmo fenómeno. Caracterizou-se a escola e a comunidade onde estudam e habitam os alunos que fazem parte desta investigação. Da análise de dados constatou-se que as crianças dizem que são vítimas, espectadoras e autoras de comportamentos violentos em casa, na escola e na rua e que consideram inevitável a violência por parte dos adultos, desejando, assim, para a sua segurança e bem-estar, leis, uma vida familiar estruturada e respeito mútuo. Por ser uma realidade complexa e multidisciplinar conclui-se que a Escola não pode resolver por si só este problema mas que lhe compete arranjar estratégias de organização escolar, de metodologias de ensino/aprendizagem e de articulação com as famílias e o meio envolvente, na construção de projectos teoricamente bem fundamentados e dirigidos às violências reais e às emergentes.
  • O professor do ensino primário e o desenvolvimento dos recursos humanos em Angola : uma visão prospectiva
    Publication . Zau, Filipe; Carmo, Hermano
    Dentro do sistema educativo, o subsistema de formação de professores é vital para o desenvolvimento da República de Angola. Por este motivo o elegemos para objecto de estudo desta investigação. Com ele se procura proporcionar um modesto contributo, para que os órgãos decisores disponham de informação tão alargada e aprofundada, quanto nos foi possível apresentar em contexto académico. O seu objectivo fundamental é contribuir para a reflexão sobre o paradigma de desenvolvimento endógeno e sustentado de Angola, face à globalização. No tempo colonial, a lógica eurocêntrica e assimilacionista, de tornar Angola num segundo Brasil redundou em fracasso. Em 1960, menos de 1% dos negros era assimilado e, em 1975, quando da independência, mais de 85% dos angolanos eram analfabetos. Hoje, considera-se que a situação de multiculturalismo e plurilinguismo existentes entre a população africana, requer, por parte dos governos, a implementação de políticas educativas direccionadas para um modelo conducente a uma maior autonomização. Angola, jovem país, em que mais de 50% da população tem menos de 15 anos de idade, caracteriza-se pela diversidade cultural e linguística. Esteve sujeita a mais de 40 anos de conflitos armados. Estes factos dificultaram muito significativamente o seu desenvolvimento, dado que afectaram a implementação e a utilização dos meios humanos e materiais indispensáveis à satisfação das necessidades básicas, nomeadamente na saúde e na educação. Neste contexto problemático caberá aos formadores, particularmente aos professores dos primeiros anos de escolaridade, ajudar os angolanos (jovens e adultos), oriundos de qualquer etnia, mestiçagem biológica ou cultural, sexo, religião, condição física psíquica ou social a tornar-se sujeitos da sua própria história, como determinam a Constituição e o regime democrático instituído. Só com base nestes princípios e através da optimização das inteligências emocional e cognitiva de cada um dos seus cidadãos, Angola poderá autonomizar-se, tirando partido dos recursos disponíveis, para fazer face às necessidades de bem-estar material, de paz e de desenvolvimento.