Representações, Poderes e Práticas Culturais
Permanent URI for this collection
Browse
Browsing Representações, Poderes e Práticas Culturais by Subject "África"
Now showing 1 - 2 of 2
Results Per Page
Sort Options
- D. Luís Filipe, Portugal e o mar (1887-1908): relações e importânciaPublication . Canhota, Tiago; Bastos, Rosário; Pereira, Olegário Nelson AzevedoQuando no dia 1 de fevereiro de 1908, foram assassinados na Praça do Comércio, el-rei D. Carlos e o príncipe real D. Luís Filipe, liquidou-se igualmente um audacioso e extenso plano político/marítimo. Tomando corpo na sequência da independência brasileira, ele pautou-se pela construção de um império marítimo em África. Concomitantemente, desenvolveu-se na Europa uma nova atitude relativamente aos assuntos talássicos, encarado agora como um campo de oportunidades e fruição e não apenas de agruras e laboração. O novo conhecimento científico, a criação do conceito de praia e de práticas vilegiaturais, a revolução dos transportes e a preocupação com a prevenção dos naufrágios e assistência aos náufragos, contribuíram para este novo posicionamento. Se no panorama lusitano, a relação marítima de D. Carlos, era por demais evidente e sobejamente conhecida, com especial destaque para a vertente científica, no caso de D. Luís Filipe, era desconhecida, até mesmo inexistente, para o grande público! Assim, foi esse mesmo binómio príncipe-mar (extensível também à Família Real) com especial destaque para as vertentes política, diplomática, intelectual e lúdica que aqui se expõem e discutem. Do mesmo modo, apresenta-se um trabalho biográfico acerca da vida e dos feitos do príncipe, com elementos até este momento desconhecidos, o qual se pretendeu que fosse o mais abrangente e possível.
- Dos murais do século XX aos murais contemporâneos: um diálogo sobre o poder político do muralismoPublication . Limeira-Bonadies, Simoni Nascimento; Pimenta, Fernando Tavares; Childs, Jeffrey ScotEsta pesquisa tem como objeto de estudo o ressurgimento e a difusão da Street Art, especificamente do murais, após um período histórico dominado estética e politicamente pela rejeição da arte figurativa. Demonstraremos que este movimento retomou o debate sobre as relações entre a arte e ativismo. Demonstraremos também que, tal como ocorreu no passado, esforços foram mobilizados para institucionalizar a Street Art, resultando, em muitos dos casos, no esvaziamento de seu significado original como voz dos marginalizados. Para ilustrar o processo histórico marcado pela intervenção política na produção e receção artística no século XX, estudaremos os movimentos artísticos conhecidos como Muralismo, Realismo Social e Expressionismo Abstrato. Discutiremos, através deles, a dinâmica e as contradições históricas que influenciaram o surgimento e a difusão de cada movimento. Analisaremos, especialmente, o ressurgimento do muralismo como instrumento para justiça social no século XXI. Nosso objetivo é aprofundar a discussão sobre a função da arte no que diz respeito a sua instrumentalização pelo Estado, pelo capital privado e como “arma” para a realização de desiderato da justiça social. Dividimos nossa pesquisa em três áreas: O muralismo e a arte engajada que gerou o Realismo Social nas décadas de 1920, 1930 e 1940; o surgimento ou a criação da primeira escola de arte americana a ganhar reconhecimento internacional e sua relação com as políticas governamentais durante a Guerra Fria; e, finalmente, o aparecimento da Street Art nos anos 60 como movimento de contracultura e seus significados, desdobramentos e implicações político-sociais atuais através da análise de projetos como o Wynwood Walls, Soho, Porto Maravilha e Mending Walls.
