Língua, Literatura e Cultura Portuguesas | Artigos em revistas internacionais / Papers in international journals
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- Os anais portugueses (séculos XIV-XVI) e a Bibliografia de Textos Antigos Galegos e Portugueses (BITAGAP)Publication . Moreira, Filipe AlvesNos últimos dez anos, a Bibliografia de Textos Antigos Galegos e Portugueses (BITAGAP), do projeto Philo-biblon, tem descoberto, identificado e dado a conhecer vários textos analísticos portugueses escritos ou compilados entre finais do século XIV e princípios do século XVI. Este trabalho apresenta com mais detalhe estes textos, após uma contextualização geral acerca das suas caraterísticas e relações com outros tipos de obras, nomeadamente as crónicas.
- Apresentação do dossiê. Narrativas, oralidades e contação de históriasPublication . Santos, Luciene Souza; Dias, Isabel de Barros; Lopez, Cristian Javier; LopezApresentação do dossier "Narrativas, oralidades e cotação de histórias". Este dossier teve como objetivo reunir artigos que exploram a intrincada teia que conecta as pesquisas (auto)biográficas à rica tradição das narrativas, das oralidades e da contação de histórias.
- Dos romances ao teatro: As vozes da paixão e A reviravolta de Almeida FariaPublication . Sequeira, Rosa Maria; Caetano da Rosa, Luciano; Schoenberger, AxelEste artigo é um breve estudo sobre o tempo nos quatro romances que compõem a Tetralogia Lusitana de Almeida Faria e a sua adaptação mais recente levada a cabo pelo próprio autor para as peças As Vozes da Paixão e A Reviravolta. Almeida Faria, cujos romances têm um cunho sociológico e político, é frequentemente caracterizado pela sua iconoclastia, mostrando, através desta prática transtextual, uma vontade experimentalista ao brincar com as várias formas de expressão e com os vários géneros, incluindo a prosa poética em verso livre. Técnicas da narrativa e da poesia mantêm-se nos dois textos dramáticos, mas obedecem a um tempo próprio e a uma polifonia de vozes, a “sombra tutelar da música de Bach” como refere o autor no Prefácio. Não se aplicando as discussões habituais sobre a fidelidade da adaptação, o estudo destas novas versões dramáticas baseadas em narrativas permite questionar a natureza dos diferentes tempos próprios de cada género.
- Imagens de animais no Ms. 1 Azul da Academia das Ciências de Lisboa: coerência simbólica e estímulo à reflexãoPublication . Dias, Isabel de BarrosEstudo de um conjunto de iluminuras com representações de animais existentes no ms. 1 Azul da Crónica de 1344, atualmente na Academia da Ciências de Lisboa. Defende-se que estas imagens (que têm sido consideradas e estudadas sobretudo pela sua vertente decorativa) transportam uma carga semântica significativa que interpelaria o público que observasse o códice e tivesse capacidade exegética para o ler em todas as suas dimensões. Para atestar esta posição, as imagens são trianguladas com o texto da crónica e com os significados atribuídos a esses animais em bestiários, livros das aves e na tradição bíblica. Numa primeira parte, estuda-se a coerência da presença de imagens de uma determinada criatura (o dragão) em pontos-chave da narrativa, funcionando como dispositivos de alerta para momentos mais fraturantes da história peninsular (pecados, dissensões, invasões). Seguidamente, na segunda parte, são apresentadas leituras holísticas de dois quadros, formados pelo códice aberto. Nestes fólios, existem imagens de animais diversificados, como leões, águias, cães, carneiros, cervos e leopardos, que, tendo em conta a sua dimensão simbólica, mostram ter uma valência de estímulos, enquanto promotores de reflexões sobre temas éticos e morais, de caráter abstrato, no que se refere à profundidade semântica atribuída aos animais, mas que também encontram uma certa concretização nos episódios relatados pelo texto da crónica. Os resultados do estudo permitem ressaltar a pertinência da aplicação desta chave interpretativa.
- Les pérégrinations littéraires de João Botelho: de Fernando Pessoa à la comtesse de Ségur (Allers et retours)Publication . Gonçalves, Luís Carlos Pimenta; Campos, André; Pereira, Maria Eugénia; Silva, Marie-ManuelleJoão Botelho tem construído uma obra cinematográfica singular que vive do diálogo com a literatura e os seus autores, transformados em personagens de filmes, do programático e seminal Conversa Acabada (1981), onde surgem Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, até à longa-metragem Um Filme em Forma de Assim (2022), sobre Alexandre O’Neill, esperando-se ainda em 2024 a estreia do filme As Meninas Exemplares, adaptação do livro homónimo da Condessa de Ségur. Com ousadia e mestria, o cineasta tem adaptado clássicos literários em filmes como O Fatalista (2005), a partir de um (não) romance de Diderot, ou como, mais tarde, Os Maias. Cenas da vida romântica (2014), título quase homónimo do romance de Eça de Queirós visto este se subintitular Episódios da vida romântica, subtil diferença que marca a distância entre cinema e literatura. Em Peregrinação (2017), o cineasta revela-nos como não é de todo linear o processo criativo ao basear-se fundamentalmente na obra de Fernão Mendes Pinto, mas também, acessoriamente, no romance O Corsário dos Setes Mares – Fernão Mendes Pinto, de Deana Barroqueiro. Depois de uma primeira parte analisando a obra de João Botelho, mais precisamente clássicos da literatura francesa relidos num gesto fílmico mesclando homenagem e paródia, propõe-se, na segunda parte, uma revisitação às principais incursões de João Botelho à literatura portuguesa. Por fim, na terceira parte, realiza-se uma leitura mais focada no universo pessoano, tomando-se como objeto os filmes Conversa Acabada, Filme do Desassossego (2010) e O ano da morte de Ricardo Reis (2020). Tendo em fundo o arco de quatro décadas de trabalho e vida que assim se estabelece, privilegiam-se três eixos de reflexão: discursivo, dialógico e figurativo. No primeiro, aborda-se o quadro formal da produção do realizador, onde se cruzam uma inequívoca marca autoral e a omnipresença de Manoel de Oliveira; no segundo, ilumina-se o texto pessoano como fim último do diálogo encetado por João Botelho; no último, aponta-se às múltiplas refigurações de Fernando Pessoa e seus Duplos e ao fenómeno de sobrevida transliterária que por essa via se anima.
