Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals
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Percorrer Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Naturais::Ciências da Terra e do Ambiente"
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- Bússolas para orientar a ação: defender a biodiversidade é um desafio eminentemente interculturalPublication . Alves, FátimaSustenta-se que a proteção da biodiversidade exige compreender os sentidos e significados atribuídos à biodiversidade nos territórios, integrando práticas tradicionais, locais e técnico-científicas, bem como linguagens e idiomas. A partir de uma experiência situada no Brasil, enfatiza-se a complexidade resultante da articulação entre diversidades socioculturais e biológicas e a necessidade de conciliar saberes e poderes para proteger o futuro coletivo. Defende-se que acolher e promover a diversidade — humana e não humana — constitui condição de possibilidade para futuros socioecológicos sustentáveis, reforçando a ideia de que nada e ninguém deve ficar para trás.
- Conforto, culturas e transição ecológicaPublication . Alves, FátimaProblematiza-se a associação, culturalmente consolidada nas sociedades ocidentais, entre consumo e bem-estar/conforto, argumentando-se que esta equivalência funciona como obstáculo à transição ecológica. Defende-se que os padrões de “conforto” são contingentes e não universais, sendo duplamente problemáticos: por um lado, aumentam a pressão socioecológica; por outro, colocam em causa a expectativa de generalização desses padrões a sociedades onde tal “conforto” não foi alcançado. A reflexão convoca a crítica de Marcuse à sociedade unidimensional para sublinhar a função disciplinadora do consumismo e conclui com a necessidade de desconstruir conceitos redutores, deslocando o foco para noções plurais e menos materialistas de bem-estar, compatíveis com a sustentabilidade de longo prazo.
- Dar voz aos ausentes na transição ecológica: a natureza e as gerações do futuroPublication . Alves, Fátima; Vidal, Diogo GuedesNo artigo defende-se que as crises climáticas e a complexidade dos sistemas socioecológicos exigem ultrapassar modelos tradicionais de participação, alargando a deliberação a grupos vulneráveis e marginalizados, bem como a representantes da própria natureza e das gerações futuras. Sublinha-se que a dificuldade não é apenas operacional, mas ontológica e ética, por falhar o reconhecimento da agência e dos interesses desses “ausentes”. Propõe-se, por isso, uma reformulação da governação da transição ecológica, com princípios e enquadramentos que garantam inclusão efetiva e justiça intergeracional.
- O green deal e a transição ecológica que não quer deixar ninguém para trásPublication . Alves, FátimaProblematiza-se o Green Deal e a forma como a transição ecológica é percebida em termos de inclusão cívica, defendendo-se que a participação depende do que as pessoas sabem, pensam e sentem face ao processo. Embora se refira o enquadramento em medidas orientadas para a neutralidade climática até 2050, argumenta-se que a centralidade do crescimento económico gera contradições com a necessidade de desacelerar consumo e uso de recursos. Sublinha-se que referências a desigualdade são escassas e que, sem enfrentar causas estruturais de riqueza e poder, a estratégia arrisca tratar sintomas. Enumeram-se benefícios esperados (biodiversidade, água e ar, renováveis, transportes, produtos duráveis, emprego e competências), defendendo-se políticas sensíveis às diferenças territoriais e uma transição justa assente numa transformação rumo a maior igualdade.
- Interculturalidade e transição ecológica: a imperatividade das políticas orientadas para a diversidade no mundo contemporâneoPublication . Alves, FátimaSustenta-se que políticas centradas na multiculturalidade já não respondem, por si só, aos desafios contemporâneos e podem mesmo agravar o isolamento e a marginalização. Defende-se que as interculturalidades devem ser entendidas como eixo central da transição ecológica, exigindo políticas e estratégias ajustadas aos contextos biofísicos e sociopolíticos e às diversidades culturais existentes nos territórios. Critica-se a abordagem homogeneizadora e a procura de “soluções universais”, propondo-se, em alternativa, políticas orientadas para a diversidade que reconheçam identidades e modos de vida plurais e que promovam sustentabilidade social, económica, ambiental e cultural, de forma intercultural e inclusiva.
- A lei da restauração da natureza e o bem viver: estratégias para enfrentar os desafios ecológicos da atualidadePublication . Alves, FátimaApresenta-se a Lei da Restauração da Natureza, aprovada no Parlamento Europeu a 12 de julho de 2023, como instrumento para restaurar ecossistemas degradados, reforçar áreas protegidas, combater a perda de habitats e espécies e melhorar recursos como a água e o ar. Salienta-se que, embora haja benefícios diretos para o bem-estar humano, a proposta reconhece também o valor intrínseco dos ecossistemas. Estabelece-se um paralelismo com o Bem Viver (Buen Vivir) e o ubuntu, defendendo uma relação menos antropocêntrica e mais holística com a natureza, assente em reciprocidade, responsabilidade partilhada e adaptação das políticas aos contextos e especificidades, de modo a “não deixar ninguém para trás”.
- Para a transição ecológica todas as vozes contam!Publication . Alves, Fátima; Vidal, Diogo GuedesEnquadra-se a crise global (alterações climáticas, perda de biodiversidade, guerras e migrações) como processo em normalização e, por isso, frequentemente percecionado como distante por quem não é diretamente afetado. Apresenta-se o Pacto Ecológico Europeu como tentativa de promover a transição ecológica, mas assinala-se uma tensão entre a transformação de modos de vida e a preservação das instituições que sustentaram a insustentabilidade. Defende-se a necessidade de “não deixar ninguém para trás”, incluindo a consideração de atores humanos e não humanos, e sublinha-se a importância de novas formas de organização e participação social, exemplificando-se com o projeto PHOENIX e os seus pilotos, orientados para inovação democrática e transição justa assente nas especificidades biofísicas e socioculturais dos territórios.
- Para a transição ecológica todas as vozes contam!Publication . Alves, Fátima; Vidal, Diogo GuedesAfirma-se que a crise global — marcada por alterações climáticas, perda de biodiversidade, guerras e migrações em massa — tende a ser normalizada e invisibilizada, surgindo como distante para quem não a vive diretamente. Apresenta-se o Pacto Ecológico Europeu como tentativa de viabilizar uma transição ecológica, mas assinala-se uma tensão interna: transformar modos de vida e, simultaneamente, preservar instituições e lógicas que contribuíram para a insustentabilidade. Defende-se que o desafio passa por “não deixar ninguém para trás”, dando voz a atores diversos — incluindo elementos da natureza — e por experimentar novas formas de participação e inovação democrática, exemplificadas pelo projeto PHOENIX, orientadas para uma transição
- A perda do mundo natural e as nossas emoçõesPublication . Alves, FátimaA partir do encontro com uma árvore “ferida de morte”, é construída uma reflexão sobre a perda do mundo natural enquanto experiência simultaneamente ecológica, cultural e emocional. A argumentação associa alterações climáticas e degradação ambiental a efeitos de rutura identitária e sofrimento, evocando exemplos como degelo acelerado, branqueamento de recifes, cheias em zonas costeiras e falhas agrícolas. Integra-se uma nota experiencial no Brasil, salientando deslocações forçadas de povos indígenas e a vulnerabilidade acrescida em contextos periféricos expostos a eventos extremos, com impactos na coesão social e no bem-estar emocional, sobretudo entre os mais jovens. A peça termina com um apelo à não passividade e à responsabilização coletiva na proteção da vida humana e não humana.
- Quando as partes não se diluem no todo: ver além das diferençasPublication . Alves, FátimaDefende-se que a compreensão da complexidade socioecológica exige ir além da ideia de interdependência, evitando que a totalidade “apague” as partes. Sustenta-se que a sustentabilidade e o combate às alterações climáticas dependem do reconhecimento e da articulação entre saber científico e saberes locais, tradicionais e indígenas, bem como da negociação de conflitos e relações de poder em territórios marcados por exclusão e colonialidade. Propõe-se uma visão inclusiva orientada para reparação libertadora e para a construção de sociedades mais igualitárias, em respeito pela diversidade humana e não humana.
