Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals
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Percorrer Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Naturais::Ciências da Terra e do Ambiente"
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- Bússolas para orientar a ação: defender a biodiversidade é um desafio eminentemente interculturalPublication . Alves, FátimaSustenta-se que a proteção da biodiversidade exige compreender os sentidos e significados atribuídos à biodiversidade nos territórios, integrando práticas tradicionais, locais e técnico-científicas, bem como linguagens e idiomas. A partir de uma experiência situada no Brasil, enfatiza-se a complexidade resultante da articulação entre diversidades socioculturais e biológicas e a necessidade de conciliar saberes e poderes para proteger o futuro coletivo. Defende-se que acolher e promover a diversidade — humana e não humana — constitui condição de possibilidade para futuros socioecológicos sustentáveis, reforçando a ideia de que nada e ninguém deve ficar para trás.
- O green deal e a transição ecológica que não quer deixar ninguém para trásPublication . Alves, FátimaProblematiza-se o Green Deal e a forma como a transição ecológica é percebida em termos de inclusão cívica, defendendo-se que a participação depende do que as pessoas sabem, pensam e sentem face ao processo. Embora se refira o enquadramento em medidas orientadas para a neutralidade climática até 2050, argumenta-se que a centralidade do crescimento económico gera contradições com a necessidade de desacelerar consumo e uso de recursos. Sublinha-se que referências a desigualdade são escassas e que, sem enfrentar causas estruturais de riqueza e poder, a estratégia arrisca tratar sintomas. Enumeram-se benefícios esperados (biodiversidade, água e ar, renováveis, transportes, produtos duráveis, emprego e competências), defendendo-se políticas sensíveis às diferenças territoriais e uma transição justa assente numa transformação rumo a maior igualdade.
- Interculturalidade e transição ecológica: a imperatividade das políticas orientadas para a diversidade no mundo contemporâneoPublication . Alves, FátimaSustenta-se que políticas centradas na multiculturalidade já não respondem, por si só, aos desafios contemporâneos e podem mesmo agravar o isolamento e a marginalização. Defende-se que as interculturalidades devem ser entendidas como eixo central da transição ecológica, exigindo políticas e estratégias ajustadas aos contextos biofísicos e sociopolíticos e às diversidades culturais existentes nos territórios. Critica-se a abordagem homogeneizadora e a procura de “soluções universais”, propondo-se, em alternativa, políticas orientadas para a diversidade que reconheçam identidades e modos de vida plurais e que promovam sustentabilidade social, económica, ambiental e cultural, de forma intercultural e inclusiva.
- Para a transição ecológica todas as vozes contam!Publication . Alves, Fátima; Vidal, Diogo GuedesEnquadra-se a crise global (alterações climáticas, perda de biodiversidade, guerras e migrações) como processo em normalização e, por isso, frequentemente percecionado como distante por quem não é diretamente afetado. Apresenta-se o Pacto Ecológico Europeu como tentativa de promover a transição ecológica, mas assinala-se uma tensão entre a transformação de modos de vida e a preservação das instituições que sustentaram a insustentabilidade. Defende-se a necessidade de “não deixar ninguém para trás”, incluindo a consideração de atores humanos e não humanos, e sublinha-se a importância de novas formas de organização e participação social, exemplificando-se com o projeto PHOENIX e os seus pilotos, orientados para inovação democrática e transição justa assente nas especificidades biofísicas e socioculturais dos territórios.
- Para a transição ecológica todas as vozes contam!Publication . Alves, Fátima; Vidal, Diogo GuedesAfirma-se que a crise global — marcada por alterações climáticas, perda de biodiversidade, guerras e migrações em massa — tende a ser normalizada e invisibilizada, surgindo como distante para quem não a vive diretamente. Apresenta-se o Pacto Ecológico Europeu como tentativa de viabilizar uma transição ecológica, mas assinala-se uma tensão interna: transformar modos de vida e, simultaneamente, preservar instituições e lógicas que contribuíram para a insustentabilidade. Defende-se que o desafio passa por “não deixar ninguém para trás”, dando voz a atores diversos — incluindo elementos da natureza — e por experimentar novas formas de participação e inovação democrática, exemplificadas pelo projeto PHOENIX, orientadas para uma transição
- A perda do mundo natural e as nossas emoçõesPublication . Alves, FátimaA partir do encontro com uma árvore “ferida de morte”, é construída uma reflexão sobre a perda do mundo natural enquanto experiência simultaneamente ecológica, cultural e emocional. A argumentação associa alterações climáticas e degradação ambiental a efeitos de rutura identitária e sofrimento, evocando exemplos como degelo acelerado, branqueamento de recifes, cheias em zonas costeiras e falhas agrícolas. Integra-se uma nota experiencial no Brasil, salientando deslocações forçadas de povos indígenas e a vulnerabilidade acrescida em contextos periféricos expostos a eventos extremos, com impactos na coesão social e no bem-estar emocional, sobretudo entre os mais jovens. A peça termina com um apelo à não passividade e à responsabilização coletiva na proteção da vida humana e não humana.
- Quando as partes não se diluem no todo: ver além das diferençasPublication . Alves, FátimaDefende-se que a compreensão da complexidade socioecológica exige ir além da ideia de interdependência, evitando que a totalidade “apague” as partes. Sustenta-se que a sustentabilidade e o combate às alterações climáticas dependem do reconhecimento e da articulação entre saber científico e saberes locais, tradicionais e indígenas, bem como da negociação de conflitos e relações de poder em territórios marcados por exclusão e colonialidade. Propõe-se uma visão inclusiva orientada para reparação libertadora e para a construção de sociedades mais igualitárias, em respeito pela diversidade humana e não humana.
- Só uma revolução sociocultural pode contribuir para salvar (as sociedades n)o planetaPublication . Alves, FátimaSustenta-se que a perda de biodiversidade, a degradação ambiental e as alterações climáticas não se resolvem apenas com respostas técnicas, exigindo uma transformação sociocultural centrada em valores, crenças e estilos de vida. Critica-se a normalização de padrões de consumo excessivo, individualismo e exploração de recursos, associados também a desigualdade e exclusão social. Defende-se uma passagem para paradigmas de sustentabilidade, solidariedade e cuidado, com mudanças nos sistemas económicos e políticos e foco no bem-estar coletivo e na equidade.
- O todo e as partes: interconexão, incorporação e sustentabilidadePublication . Alves, Fátima; Vidal, Diogo Guedes; Viegas, VandaDefende-se que os desafios socioecológicos contemporâneos exigem uma leitura holística, pois o “todo” ultrapassa a soma das partes através das interações que geram dinâmicas e propriedades emergentes. Critica-se a fragmentação do conhecimento associada à tradição moderna e sustenta-se que fenómenos como alterações climáticas, perda de biodiversidade e desigualdades sociais não são inteligíveis por uma abordagem compartimentada. Argumenta-se ainda que a natureza deve ser integrada como agente nas relações sociais, implicando um cuidado ético que vá além do utilitarismo e se traduza em mudanças práticas nas instituições, valores e modos de interação sociedade-natureza, articulando dimensões ecológicas, sociais, culturais e epistemológicas.
- Tudo, todos, em todo o lado e ao mesmo tempo: porque aquilo que se fizer nesta década, irá condicionar os próximos milhares de anosPublication . Alves, FátimaMobiliza-se o alerta do IPCC para sublinhar que as escolhas desta década terão efeitos de longo prazo, exigindo ação imediata e simultânea em todas as geografias, sem deixar ninguém para trás. Defende-se a responsabilização de Estados, empresas, organizações e cidadãos, bem como a implementação articulada de mitigação e adaptação. Critica-se o ímpeto consumista e a visão da natureza como mero recurso, propondo-se um paradigma assente na cooperação, solidariedade e cuidado como estratégia de relação entre sociedades e naturezas, em nome de uma ação climática efetiva e justa.
