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Conforto, culturas e transição ecológica

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Resumo(s)

Problematiza-se a associação, culturalmente consolidada nas sociedades ocidentais, entre consumo e bem-estar/conforto, argumentando-se que esta equivalência funciona como obstáculo à transição ecológica. Defende-se que os padrões de “conforto” são contingentes e não universais, sendo duplamente problemáticos: por um lado, aumentam a pressão socioecológica; por outro, colocam em causa a expectativa de generalização desses padrões a sociedades onde tal “conforto” não foi alcançado. A reflexão convoca a crítica de Marcuse à sociedade unidimensional para sublinhar a função disciplinadora do consumismo e conclui com a necessidade de desconstruir conceitos redutores, deslocando o foco para noções plurais e menos materialistas de bem-estar, compatíveis com a sustentabilidade de longo prazo.

Descrição

Palavras-chave

consumo e bem-estar crítica do conforto transição ecológica Diário As Beiras Artigo de Opinião

Contexto Educativo

Citação

Alves, F. (2023, maio 27). Conforto, Culturas e Transição Ecológica. Diário As Beiras. https://www.asbeiras.pt/2023/05/conforto-culturas-e-transicao-ecologica/

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