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- Estratégias empresariais e flexibilidade na gestão dos recursos humanos : o impacto na banca comercial portuguesaPublication . Silva, Victor Paulo Gomes daPara os dirigentes empresariais que actuem com base na lógica da economia privada, a maximização da rendibilidade financeira da empresa, numa perspectiva de longo prazo , constitui o objectivo último da actividade económica prosseguida. Estrategicamente, a maximização referida no parágrafo anterior pode ser conseguida actuando primordialmente, ora sobre os custos ora sobre os proveitos. No primeiro caso, conforme a tipologia de Porter (1980), encontramo-nos perante uma estratégia de liderança no custo total. Os recursos humanos serão, necessariamente, afectados pela lógica supracitada. Adoptando uma estratégia de liderança no custo total com base no factor de competitividade ‘recursos humanos’, este será gerido por via de políticas que flexibilizem a sua utilização na perspectiva de lhe reduzir relevância financeira, essencialmente face ao produto da actividade económica prosseguida ; e, desta forma, será utilizado como contributo para a maximização da rendibilidade financeira. Alternativamente, a estratégia poderá basear-se na manutenção ou, até, no aumento da relevância financeira do factor competitivo em apreço, procurando maximizar a rendibilidade empresarial por via de outros elementos de custo e/ou por via dos proveitos - para o que os recursos humanos poderão contribuir de forma relevante, reduzindo os primeiros e aumentando os segundos. Atendendo ao exposto nos parágrafos anteriores e reportando às décadas críticas de 80 e 90, o que constatamos na banca comercial portuguesa; concretamente, nos bancos comerciais integrados (actualmente) nos cinco principais grupos financeiros? Face às oportunidades de funcionamento em novos moldes, provenientes das tecnologias da informação, face à desregulamentação e à concorrência acrescida, verificou-se uma resposta estratégica baseada na tríade segmentação, concentração, flexibilização. Centrando-nos neste último aspecto, constatamos por via da análise dos instrumentos de regulamentação das condições colectivas de trabalho uma inequívoca flexibilização da relação laboral - permitida e incentivada pela correspondente flexibilização ao nível legislativo - incidente essencialmente: • na gestão do tempo de trabalho; • na mobilidade geográfica e nas carreiras profissionais (neste último caso, apenas no grupo BCP); • em aspectos de natureza pecuniária. Da supracitada resposta estratégica, resultou: • uma configuração dos recursos humanos caracterizada basicamente pelo acréscimo da relevância dos trabalhadores com funções comerciais, técnicas e de enquadramento e com habilitações escolares de nível superior; • a redução da relevância financeira dos recursos humanos - no âmbito do custo total de exploração e, principalmente (pela sua maior dimensão), face ao rendimento do negócio bancário. O segundo item supracitado permite demonstrar, para o período em análise, que prevaleceu a consideração da mão-de-obra enquanto custo; o que, por seu turno, permite indiciar a utilização do factor de competitividade ‘recursos humanos’ ao serviço de uma estratégia que, de forma prevalecente, se assumiu como de liderança no custo total.
- A avaliação da dor da criança no pós-operatório da cirurgia ambulatóriaPublication . Monteiro, Maria Arminda Amaro; Silva, Luísa Ferreira da; Pires, Carlos LopesA gestão da dor da criança, é uma responsabilidade multidisciplinar e as/os enfermeiras/os estão numa posição privilegiada para colaborar na sua gestão. Desde a década de oitenta, um grande número de investigadores fazem sentir a necessidade da avaliação da dor, sem a qual não é possível a sua gestão efectiva. A dor pós-operatória, sendo aguda e programável no tempo, pode ser prevenida, daí a importância da sua avaliação e monitorização do efeito dos analgésicos. O trabalho pesquisa se a dor pós-operatória da criança é subavaliada pelas mães, enfermeiras/os e investigadora (em comparação à auto-avaliação das crianças), bem como analisa os critérios que as mães e as enfermeiras/os usam na sua avaliação e na decisão para administrar analgésico (as enfermeiras); identifica ainda as estratégias não farmacológicas utilizadas na gestão da dor pós-operatória. O estudo é descritivo, analítico e exploratório, com crianças dos 5 aos 10 anos, operadas por diagnósticos de cirurgia geral e otorrinolaringológica, em regime de cirurgia ambulatória. A amostra é não probabílistica de conveniência, constituída por 30 crianças, respectivas mães e enfermeiras que cuidaram delas no pós-operatório. A análise dos dados de avaliação da intensidade da dor, com as escalas Wong e Baker e CHEOPS utilizou medidas de estatística descritiva e não paramétrica. Foi realizada a análise de conteúdo temático dos dados colhidos através de observação participante e inquérito por entrevista. O estudo confirma, que a Intensidade da dor pós-operatória das crianças submetidas a cirurgia ambulatória, é subavaliada pelas mães, enfermeiras/os e investigadora, comparativamente à sua auto-avaliação. Na avaliação da dor pós-operatória, as/os enfermeiras/os e mães, usam essencialmente critérios resultantes da observação do Comportamento da criança, e as enfermeiras/os usam ainda o critério Conhecimento da analgesia, quando se decidem a administrar analgésico às crianças. Quanto às estratégias não-farmacológicas de alívio da dor, constatamos que tanto as enfermeiras/os como as mães privilegiam as Estratégias Gerais.
