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Advisor(s)
Abstract(s)
A tecnologia Second Life® acrescentou-lhe um outro atributo, a imersibilidade, que é fundamental ao projecto Cidade e Espectáculo: uma visão da Lisboa pré-terramoto, na medida em que não se pretende apenas tornar visível e interactivo um discurso interpretativo da história de Lisboa na primeira metade do século XVIII, ou criar uma mais dinâmica e tecnicamente sofisticada iconografia da cidade, mas utilizar a dimensão do virtual como instrumento metodológico e estrutura da construção e da comunicação desse discurso, maximizando um dos componentes de toda a imagem e representação ocidental, o simulacro, ou seja a capacidade de projectar no mundo uma ausência física, algo de que não existe modelo a imitar, que pertence às ideias e/ou às emoções, que pode substituir “a própria realidade mediante a simulação do real”1. Deste modo, porque o virtual é o possível, o pensamento do possível2, este projecto possibilitará uma aproximação, fundamentada em critérios científicos, a uma realidade física já desaparecida através da criação do seu simulacro virtual, a Lisboa destruída pela catástrofe de 1755, cuja pesquisa tem estado limitada à relativa fragmentação e abstracção do discurso narrativo e ao formato bidimensional de mapas, desenhos e gravuras.
Description
Keywords
Citation
CÂMARA, Maria Alexandra Trindade Gago da, Helena Murteira, e Paulo Rodrigues. “A cidade virtual: um modelo de pesquisa”. In Contributos para o estudo e Salvaguarda do Azulejo de Lisboa, 65-79. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa, 2016.
Publisher
Câmara Municipal de Lisboa