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Considerações históricas acerca da formação social portuguesa e do serviço social

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Este artigo enquanto ensaio crítico tem por objetivo apresentar algumas particularidades que constituem a formação económico-social de Portugal, no sentido de colaborar para um entendimento mais alargado de como o Serviço Social emergiu e se institucionalizou. Destacamos o facto deste país ter sido um Império Colonial por mais de quatro séculos; a entrada no capitalismo industrial forjando uma condição semiperiférica e dependente; o republicanismo anticlerical que conformou a Primeira República; o Estado Novo de cariz fascista que procurou responder ao somatório das crises capitalistas; bem como o papel estruturante da instituição da Igreja Católica na longa duração histórica e sua singular função dentro das organizações do corporativismo salazarista. Nesse sentido, procuramos sinalizar como o Serviço Social foi hegemonicamente tutelado pelos interesses da Igreja e do salazarismo, a desenvolver um papel específico dentro da “ação social” em Portugal, bem como nas “políticas sociais” nas colónias, assinalando a importância da mulher na construção ideológica do regime.

Descrição

Palavras-chave

Império Colonial Estado Novo Salazarista Igreja Católica Servico Social

Contexto Educativo

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Editora

Universidade Estadual do Rio de Janeiro

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