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Este capítulo analisa a obra de Pierre Bourdieu, intitulada “Ce que parler veut dire. L’économie des échanges linguistiques”, obra publicada em 1982, pela Fayard, tendo por base a multiplicidade de leituras críticas de grandes obras que influenciaram as correntes modernas da Linguística. A obra em análise constitui uma reflexão sobre o falar como “objeto simbólico” (Bourdieu, 1982, p. 9): Pierre Bourdieu faz uma leitura aprofundada dos caminhos traçados por diferentes autores e modelos teóricos da Linguística. Realizando uma análise das teorias, conceitos e metodologias que se inscrevem no âmbito do paradigma da Linguística Estrutural e da Linguística Generativa, confronta estas teorizações com as correntes teóricas que surgiram no âmbito do estudo da Semântica, da Pragmática e da Sociolinguística e que se abriram ao estudo da linguagem em contexto de uso.
É no âmbito desta análise aprofundada dos modelos e instrumentos de análise da Linguística que se compreende a importância desta obra para a Sociolinguística, a Sociologia da Linguagem e para as correntes modernas da Linguística. Com efeito, a expressão “querer dizer” remete para o cálculo que os interactantes fazem, em contexto interativo, da intencionalidade comunicativa e/ou sentido das trocas discursivas nas interações. O presente capítulo demonstra que Bourdieu aprofunda as análises semânticas e pragmáticas que se focam nestas questões da intencionalidade e do sentido para se focar no poder simbólico ou na eficácia simbólica do discurso que decorre do poder delegado que se atribui ao locutor como porta-voz do seu estatuto e/ou posição na estrutura social.
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Eficácia simbólica do discurso Habitus linguístico
