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Displacement, memory and agency in The Swimmers (2022)

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This paper examines The Swimmers (2022), directed by Sally El Hosaini, focusing on the representation of refugee women and gendered experiences of displacement, memory and agency. Based on the real story of Syrian sisters Yusra and Sara Mardini, the film portrays forced migration through embodied experiences of flight, waiting, training and adaptation across different social and institutional contexts. Drawing on feminist film theory and critical migration studies, the analysis explores how the film presents citizenship as an unstable and negotiated process shaped by borders, bureaucratic regimes and everyday practices. Attention is given to the ways women’s agency emerges through care, perseverance and relational ties, in contexts where access to formal political participation remains constrained. The paper discusses how visual and narrative choices foreground memory, affect and the body as central elements in the cinematic construction of refugee experience. The sea, sport and movement operate as recurring motifs that connect trauma, endurance and visibility. The analysis highlights the film’s contribution to contemporary debates on migration and gender in Europe and considers cinema as a space where questions of belonging, recognition and participation become visible beyond strictly legal frameworks.
O texto analisa o documento fílmico As Nadadoras (2022), filme realizado por Sally El Hosaini, centrando-se na representação de mulheres refugiadas e nas experiências de deslocamento, memória e agência marcadas pelo género. Baseado na história real das irmãs sírias Yusra e Sara Mardini, o filme retrata a questão da migração forçada e as dificuldades, mudanças e riscos através do percurso e experiências corporizadas de fuga, refúgio, espera, resiliência, treino e adaptação, em diferentes contextos sociais, culturais e institucionais. Baseando-se na teoria feminista do cinema e nos estudos críticos das migrações, a análise explora a forma como o filme apresenta a cidadania como um processo complexo, instável e negociado, moldado por fronteiras, regimes burocráticos e práticas quotidianas. Dá-se atenção às formas através das quais a agência das mulheres emerge através do cuidado, da perseverança e das relações interpessoais, em contextos em que o acesso à participação política formal permanece limitado. O texto discute ainda de que modo as opções visuais e narrativas colocam a memória, o afeto e o corpo no centro da construção cinematográfica da experiência do refúgio. O mar, o desporto e o movimento surgem como motivos recorrentes que articulam trauma, resistência e visibilidade. Sublinha-se o contributo do filme para os debates contemporâneos sobre migração e género na Europa, considerando o cinema como um espaço importante onde questões de pertença, reconhecimento e participação se tornam visíveis para além de enquadramentos estritamente administrativos e legais.

Descrição

Palavras-chave

Displacement Gender Memory Agency Refugee women European cinema Deslocamento Mulheres refugiadas Agência Memória Género Cinema europeu

Contexto Educativo

Citação

Sampaio, C., Ramos, N. (2026). Deslocamento, Memória e Agência em as Nadadoras – 2022. Revista AVANCA/CINEMA, p. 1-8, Edições Cineclube de Avanca, Conferência Internacional de Cinema - Arte, Tecnologia, Comunicação, 2026.

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