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Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
A presente investigação procurou avaliar as principais atitudes do consumidor
português face ao conceito de uma alimentação saudável, bem como os principais critérios
de escolha alimentar por parte da população portuguesa (continental), concentrando-se nos
seguintes objectivos: avaliação da definição de uma alimentação saudável por parte do
consumidor; avaliação dos principais benefícios que advém da prática de uma dieta
alimentar saudável; avaliação da necessidade sentida pelo consumidor em mudar os seus
hábitos alimentares de acordo com as regras básicas de uma alimentação saudável; avaliação
das barreiras associadas à prática de uma correcta alimentação;; avaliação da identificação
de possíveis fontes de informação relativas à prática de uma alimentação saudável e
respectivos níveis de confiança; e, avaliação dos critérios de escolha de produtos
alimentares. Para o efeito, realizaram-se dois estudos, denominados, “Atitudes face à
Alimentação” e “Critérios de Escolha Alimentar”, tendo por base uma amostra por quotas de
aproximadamente 1.000 indivíduos por questionário.
Da presente investigação, concluiu-se, relativamente ao estudo “Atitudes face à
alimentação”, que, para os portugueses, o conceito de alimentação saudável associa-se
essencialmente ao “consumo de fruta e de vegetais”, ao “consumo de peixe”, à “redução do
consumo de sal”, à “prática de uma equilibrada/variada” e à “redução do consumo de
álcool”, muito embora os inquiridos do sexo masculino tenham atribuído uma maior
importância à “redução do consumo de álcool” e as mulheres à “redução do consumo de
alimentos ricos em gordura” e à “redução do consumo de açúcar/alimentos doces”. De
referir ainda, que a tónica associada ao “maior consumo de fruta e vegetais” e ao “maior
consumo de peixe” e à redução do consumo de sal é transversal ao tipo do agregado familiar
e à natureza da classe social. Verifica-se ainda que os portugueses valorizam mais os
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benefícios para com a saúde do que os benefícios para com o corpo, sendo este benefício
mais enaltecidos pelos inquiridos do sexo feminino. Como principais barreiras à prática de
uma alimentação saudável, destacam-se, globalmente, os preços elevados dos alimentos
saudáveis (fruta, vegetais, azeite), os constrangimentos situacionais (“a escolha de produtos
alimentares é limitada quando como fora de casa” e “uma questão de preferência de paladar
da família e amigos”), os constrangimentos associados ao estilo de vida (“estilo de vida
muito ocupado” e “horário de trabalho muito ocupado”) e a falta de força de vontade (“falta
de força de vontade”, “dificuldade em desistir de alimentos de que gosto” e “teria que fazer
uma mudança muito grande em relação à minha actual alimentação”), sendo que a questão
dos “preços elevados” é uma dificuldade mais evidenciada pelos os segmentos mais
desfavorecidos. O obstáculo “estilo de vida” à prática de uma alimentação saudável é mais
sentido para os “casais com filhos” e para os “indivíduos que vivem sós”. Constata-se ainda
que, 3 em cada 4 inquiridos consideram que a necessidade em modificar a sua dieta a favor
de uma dieta saudável, sendo esta necessidade de modificação da dieta no dia-a-dia mais
marcada para o sexo feminino. As principais fontes de informação que os consumidores
portugueses recorrem para se manterem informados sobre a prática de uma alimentação
saudável são: os “profissionais de saúde” (nutricionistas e médicos) e a “informação
veiculada pelos programas de TV/rádio”, sendo que os portugueses, confiam mais na
informação veiculada pelos profissionais de saúde do que na informação transmitida pelas
seguintes fontes: programas de TV/rádio; jornais/revistas; embalagens alimentares;
supermercados/hipermercados; organizações governamentais e publicidade. Por fim, refirase
que o “sensorial” assume-se como um dos principais critérios de escolha dos produtos
alimentares, logo seguido do factor “saudável”, tendo os indivíduos do sexo feminino
valorizado mais o sabor dos alimentos (“sensorial”), e os critérios “saúde”, “aspectos
nutricionais” e “controlo de peso”. Por outro lado, os indivíduos mais idosos e os casais
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maduros com filhos atribuem significativamente mais importância ao factor “saúde”.
Confirma-se ainda, que são as classes mais desfavorecidas que dão particular importância ao
“preço”, à “familiaridade” e ao sabor, confirmando que os indivíduos economicamente mais
desfavorecidos procuram alimentos mais económicos e simultaneamente mais palatáveis.
Description
Dissertação de Mestrado em Ciências do Consumo Alimentar apresentada à Universidade Aberta
Keywords
Sociologia Sociedade portuguesa Alimentação Hábitos alimentares Consumo alimentar Comportamento alimentar
Citation
Alves, Hélder Fernando Cerqueira - Atitudes face à alimentação e critérios de escolha individual de produtos alimentares [Em linha]. Porto : [s.n.], 2007. 216 p.