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Três retratos femininos em Os Maias

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Abstract(s)

Este trabalho analisa três personagens femininas de Os Maias, de Eça de Queiroz, verdadeiramente notáveis pela coragem e determinação com que lutam pela mudança dos seus destinos, mesmo que para isso tenham de praticar adultério: Maria Monforte, Maria Eduarda e a Condessa de Gouvarinho. Através do adultério Maria Monforte insurge-se contra as normas discriminatórias de uma sociedade que ao homem tudo permite, mas que espartilha a liberdade de acção da mulher, os seus sentimentos e emoções. Ela mostra a sua independência face à mesquinhez de todos aqueles que, por viverem presos à aparência, não consumam as suas paixões. Embora não consiga legitimar as suas relações, Maria Eduarda não é uma mulher fácil e inconstante. É a força das circunstâncias e a necessidade de sobrevivência que a atiram sucessivamente para os braços de dois homens que não ama. Quando encontra a verdadeira paixão, avassaladora e sem limites, o seu passado estigmatiza-a. No entanto, detentora de uma forte consciência moral, luta até ao fim para provar que é uma “boa mulher”. A Condessa de Gouvarinho, presa num casamento por conveniência, é notável pela irreverência e audácia que revela no jogo de sedução em que envolve Carlos da Maia. Apaixonada, luta com tenacidade por uma relação que alie o amor ao prazer físico, provando estar à frente da sua época. Para ela o adultério é a única forma de saciar o desejo, por isso ela se apresenta sempre picantemente tentadora. Estas personagens mostram bem a força da mulher oitocentista que tenta libertar-se dos rígidos códigos que a oprimem.
This work analyses three female characters in Os Maias, by Eça de Queiroz, who are truly remarkable because of the courage and determination with which they fight for the change in their fate, even though they have to become adulterous: Maria Monforte, Maria Eduarda and the Countess of Gouvarinho. Through adultery Maria Monforte rebels against the discriminatory rules of a society which allows everything to man but confines the woman’s freedom of action, her feelings and emotions. She shows her independence towards the paltriness of all those who, because they live attached to appearances, don’t accomplish their passions. Although she can’t legitimize her relationships, Maria Eduarda isn’t an easy and capricious woman. The circumstances and the need of survive throw her successively to the arms of two men who she doesn’t love. When she finds the true, overwhelming and limitless passion, her past stigmatizes her. However, as she possesses a strong moral sense of right and wrong, she fights till the end to prove that she is a “good woman”. The Countess of Gouvarinho, caught in a marriage of convenience, is remarkable for the irreverence and audacity she reveals in the game of seduction in which she enfolds Carlos da Maia. In love, she fights tenaciously for a relationship which combines love and physical pleasure. This way she proves she is beyond her age. Adultery is, for her, the only way to satiate the desire. That’s why she always presents herself stimulatingly seductive. These characters are a good example of the strength of the eight hundredth century’s woman who tries to get rid of the strict codes that oppress her.

Description

Dissertação de Mestrado em Estudos Portugueses Interdisciplinares apresentada à Universidade Aberta

Keywords

Queirós, Eça de, 1845-1900 Literatura portuguesa Mulheres Personagens Século XIX Análise literária Eça de Queiroz Os Maias Adultery Female characters Maria Monforte Maria Eduarda Countess of Gouvarinho

Citation

Serejo, Lina Maria Henriques - Três retratos femininos em Os Maias [Em linha]. Lisboa : [s.n.], 2001. 164 p.

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