Publication
O casal agrícola da I Idade do Ferro de Leião (Oeiras)
dc.contributor.author | Cardoso, João Luís | |
dc.contributor.author | Silva, Carlos Tavares da | |
dc.contributor.author | Martins, Filipe | |
dc.contributor.author | André, Conceição | |
dc.date.accessioned | 2017-01-30T15:57:45Z | |
dc.date.available | 2017-01-30T15:57:45Z | |
dc.date.issued | 2011 | |
dc.description.abstract | A ocorrência de espólios de importação de cunho orientalizante dos quais os mais antigos serão de reportar ao século VII a.C., num pequeno “casal agrícola”que, nas suas características e finalidades, em nada difere dos seus antecessores, na mesma região, do Bronze Final, vem mostrar que a estratégia de exploração agrícola, intensiva e extensiva, dos terrenos do aro oeirense, essencialmente vocacionados para a produção cerealífera, se manteve, ao nível dos próprios sistemas produtivos, na I Idade do Ferro. Tenha-se presente, em abono desta conclusão, não só a cronologia absoluta obtida para o sítio do Bronze Final do Cabeço do Mouro (Cascais), cujo limite inferior do intervalo para 95% de confiança atinge os começos do século VIII a.C. (CARDOSO, 2006), mas sobretudo a evidente continuidade que se verifica ao nível das produções de cerâmicas manuais encontradas em Leião, associadas a produções importadas fabricadas ao torno rápido, face às suas antecessoras do Bronze Final recolhidas naquele e em outros sítios do aro oeirense. Quer isto dizer que, imediatamente após o estabelecimento de populações de origem mediterrânea, entre as quais se poderiam contar alguns indivíduos fenícios – ou tartéssicos (na aceitação desta alternativa ao modelo da colonização fenícia proposto por M. Almagro-Gorbea para o litoral atlântico) – em locais dominando o estuário do Tejo, tanto no morro do Almaraz, em Almada, como na plataforma da Sé, em Lisboa (ARRUDA, 2002), se verificou a progressão da “colonização agrícola” para o interior do território ribeirinho, podendo ter havido um curto momento de interacção com as derradeiras populações do Bronze Final, que ali continuavam a dedicar-se a intensa exploração agro-pastoril. Desse curto momento de interacção, resultou a imediata aquisição, por parte destas últimas, de uma panóplia artefactual até então desconhecida, com destaque para as primeiras produções cerâmicas feitas ao torno rápido. Tal movimento de ocupação das férteis terras basálticas e calcárias ribeirinhas da margem norte da foz do Tejo fora já preconizado pela primeira vez pelo signatário em 1990, com base nos então recém-escavados sítios de Outurela I e II, dos finais do século VI/século V a.C. (CARDOSO, 1990). As escavações efectuadas no casal agrícola de Leião permitem concluir que o lapso de tempo entre a chegada dos primeiros impulsos orientalizantes à região do estuário e a colonização agrícola dos territórios envolventes foi muito menor que o até agora admitido. Certamente que o movimento de ocupação das férteis terras adjacentes ao estuário não era estranho aos propósitos económicos dos recém-chegados, interessados na obtenção de bens de consumo, como cereais e, até eventualmente carnes de conserva, para além de metais, como o estanho e o cobre, que aqui afluíam num movimento concertado de larga amplitude desde o Bronze Final, conclusão expressivamente ilustrada pelo molde para foices de bronze de talão encontrado em Casal de Rocanes, Sintra (CARDOSO, 2004, Fig. 138). Para além da possibilidade de comercialização dos produtos da terra atrás aludidos, estes serviriam, naturalmente, para abastecer as urbes em franca expansão, especialmente a antecessora da actual cidade de Lisboa, de carácter essencialmente comercial, em processo de acelerado crescimento desde os primórdios da Idade do Ferro. | pt_PT |
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dc.identifier.issn | 0872-6086 | |
dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.2/6021 | |
dc.language.iso | por | pt_PT |
dc.peerreviewed | yes | pt_PT |
dc.publisher | Câmara Municipal de Oeiras | pt_PT |
dc.subject | História | pt_PT |
dc.subject | Arqueologia | pt_PT |
dc.subject | Casal agrícola | pt_PT |
dc.subject | Idade do Ferro | pt_PT |
dc.subject | Leião | pt_PT |
dc.subject | Oeiras | pt_PT |
dc.subject | Portugal | pt_PT |
dc.title | O casal agrícola da I Idade do Ferro de Leião (Oeiras) | pt_PT |
dc.type | journal article | |
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oaire.citation.endPage | 102 | pt_PT |
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oaire.citation.title | Estudos Arqueológicos de Oeiras | pt_PT |
oaire.citation.volume | 18 | pt_PT |
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person.identifier.orcid | 0000-0003-2234-2266 | |
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