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Abstract(s)
A grande divisão religiosa ocorrida na Europa cristã no
dealbar da Modernidade cavou uma fratura e um movimento
imenso e multifacetado que toma a designação generalista de
protestantismo. Contudo, o protagonista que mais se destacou
como autor bem-sucedido e mais se evidenciou de entre muitas
tentativas de afrontamento, protesto e crítica em relação
a alguns aspetos da vida e da doutrina da Igreja foi Martinho Lutero. A cisão operada por Lutero e
o pletórico movimento denominado “Reforma protestante”, que
envolveu diversos outros protagonistas, suscitou um movimento
contrário chamado “Contrarreforma” ou, mais hodiernamente,
“Reforma católica”, dado que a vontade e o apelo em favor da
renovação da Igreja foram assumidos por muitas figuras que
procuraram reformá-la por dentro sem optar pela separação.
Ao lado do espírito de reforma que gerou movimento dentro
e fora da Igreja com os líderes reformistas, que, apoiados
politicamente, optaram pela confronto e pela separação, gerou-se
uma verdadeira corrente de combate de ambos os lados que
criou uma cultura negativa, quer alimentando uma imensa
história das ideias anticatólicas, de um lado, quer das
antiprotestantes, do outro.
Em Portugal, conhece-se uma importante herança cultural
documentada desta cultura de combate.
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Citation
Marques, João Francisco - O antiluteranismo em Portugal. In Franco, José Eduardo, Ventura, Ricardo, coord. - “A sombra dos demónios [Em linha]: para uma história da cultura em negativo”. Lisboa: Edições Esgotadas, 2019. ISBN 978-989-9015-05-0. p. 59-76
Publisher
Edições Esgotadas