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Abstract(s)
O estudo da história das civilizações leva-nos a
uma reflexão sobre o real papel do inimigo, do
oponente, do “outro” na construção e definição
da identidade de um povo. Não há dúvidas de que esse
papel foi e continua a ser fundamental. Apesar dos
debates pacifistas dos últimos séculos, em torno de uma
ideia utópica de paz perpétua, a verdade é que é no
confronto com o “outro” que se criam mecanismos
ou estratégias de afirmação quer individual quer
coletiva.
O “outro”, que se distingue de nós, mas que
também nos define, é o “estrangeiro”. Reportando-nos à sua aceção etimológica, a
palavra “estrangeiro” tem origem no latim extraneus (“de
fora”, “estranho”, “estrangeiro”), mas também externus
(“estranho”, “estrangeiro”, “exótico”) e ainda hostis, este
com o duplo significado de “estrangeiro” e “inimigo”.
Portanto, é estrangeiro aquele que é diferente, que se
distingue de nós, mas também que se opõe a nós e que
por isso deve ser combatido e, até, anulado. No caso específico da história e cultura portuguesas,
é possível, de forma generalizada, identificar alguns
tipos ou classes de estrangeiros por excelência, enquanto
elementos que funcionam como o negativo de todos
nós e, consequentemente, como mobilizadores da nossa
afirmação pessoal ou nacional.
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Citation
Silva, Cristiana Lucas - O antiultramontanismo ou o combate ao domínio do estrangeiro: representações na cultura portuguesa. In Franco, José Eduardo, Ventura, Ricardo, coord. - “A sombra dos demónios [Em linha]: para uma história da cultura em negativo”. Lisboa: Edições Esgotadas, 2019. ISBN 978-989-9015-05-0. p. 107-120
Publisher
Edições Esgotadas