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Abstract(s)
A Páscoa e o Pentecostes são referências que
constam na titulação dos sermões. Mas, realmente, que terão a ver com
o Pentecostes os sermões das domingas décima sexta, décima nona e os
dois da vigésima segunda depois dessa solenidade litúrgica? Podíamos
considerar dois núcleos de irradiação simbólica: a madrugada (valde
mane) em que as mulheres vão ao sepulcro vazio (Nossa Senhora não vai!)
e o fogo (ignis) que se reparte para o mundo inteiro. Estes movimentos
não são só exteriores, mas de intensidade: saudosa, centrípeta, como
a de quem procura ou se deixa encontrar; e jubilosa, centrífuga, como
a de quem parte e encontra o campo da missão das dispertitae linguae.
O caminho luminoso do Sol, Cristo Ressuscitado, uma espécie de via
láctea diurna, vai e vem num contínuo crescendo.Estes sermões são textos de luz, de graça e de alegria. Um deles
ensina até “a arte de não estar triste” (o “Sermão da quarta dominga da
Páscoa”); outro fala das minas de esmeraldas da alma; outro, dos “escrúpulos”
(o “Sermão da dominga vigésima segunda post Pentecosten”); outro
sugere um dilúvio de lágrimas de oiro na Ascensão de Cristo; outro…
Enfim, reflexos, estrelas, maravilhas. São muito profundas e belas as
aproximações que o Padre Vieira faz entre a fé e a caridade, entre o ver
e o tocar, entre sentir e consentir, entre correr e ficar, entre Deus e o
Homem.
Description
Obra sob a direção de: José Eduardo Franco e Pedro Calafate, e coordenada por: Mário Garcia
Keywords
Padre António Vieira António Vieira, S.J., 1608-1697 Sermões Páscoa Pentecostes Espírito Santo Eclesiologia