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Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
O aumento da obesidade, documentada tanto em adultos como em crianças de países desenvolvidos, faz desta a maior ameaça à saúde pública. Os sintomas físicos e o tratamento das doenças secundárias, como a diabetes são apenas parte das consequências
da obesidade em crianças, havendo importantes implicações no desenvolvimento
psicossocial e no bem-estar.
Tendo em conta os dados da International Obesity Task Force (IOTF) (2005), a
taxa de excesso de peso e obesidade na infância é actualmente estimada em 10,0 – 20,0 % no norte da Europa, nos países mediterrâneos e no sul da Europa. Nas crianças portuguesas a prevalência de excesso de peso e obesidade é de 31.6 %. Neste contexto, a investigação
sobre a obesidade infantil e a intervenção devem, por isso, ser uma prioridade na agenda da saúde pública. A partir de um número de ferramentas psicométricas existentes para avaliar o comportamento alimentar das crianças portuguesas, a versão traduzida do Child Eating Behaviour Questionnaire (CEBQ) foi escolhida e aplicada, entre Abril e Maio de 2007, a mais de 320 crianças, com idades compreendidas entre os 9-10 anos e respondidos pelas mães no registo do peso e altura.
As crianças foram escolhidas a partir de uma amostra de 29 escolas do 1º ciclo
seleccionadas ao acaso, das 97 do Concelho de Vila Nova de Gaia. Em cada escola, uma
turma do 4º ano foi seleccionada ao acaso e toda as crianças foram avaliadas. As respostas correspondem a 9,1 % de todas as crianças que frequentam o 4º ano nas escolas públicas do Concelho. As subescalas de “Aproximação Alimentar” e “Afastamento Alimentar”foram relacionadas com o Índice de Massa Corporal (IMC), os hábitos alimentares das crianças e o visionamento de televisão.
Os resultados foram avaliados de acordo com o sexo da criança, nível sócioeconómico,
nível de escolaridade das mães e profissão das mães. Os resultados
demonstraram uma forte relação entre o comportamento alimentar das crianças e o excesso
de peso ou obesidade, com “BMI z-score”, ajustados ao sexo e idade, correlacionados
positivamente com as subescalas “Aproximação Alimentar” e negativamente com as
subescalas de “Afastamento Alimentar”.
Foi ainda encontrada uma relação positiva entre o IMC e os factores externos
nomeadamente o visionamento de televisão, a publicidade, a prática de actividade física e a família.
Description
Dissertação de Mestrado em Ciências do Consumo Alimentar apresentada à Universidade Aberta
Keywords
Infância Consumo alimentar Comportamento alimentar Obesidade Estudo de casos Hábitos alimentares Influência Família Televisão
Citation
Almeida, Ana Sofia - A influência da família e da televisão na alimentação das crianças do 4º ano do Concelho de Vila Nova de Gaia [Em linha]. Porto : [s.n.], 2009. 169 p.