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  • O papel de agentes do governo e da sociedade civil no desenvolvimento da educação empreendedora nas IES brasileiras
    Publication . Lopes, Rose
    A história da Educação Empreendedora (EE) frequentemente omite o papel crucial de agentes não acadêmicos. Objetivo: Mostrar o papel exercido por agentes governamentais e da sociedade civil na introdução e disseminação da EE nas instituições de ensino superior (IES) brasileiras. Metodologia: Emprega-se a análise histórica comparativa (Ferragina, 2023), utilizando fontes secundárias e entrevistas com pioneiros brasileiros. Principais resultados: Os resultados indicam que o contexto cultural e político brasileiro, marcado por instabilidades e menor incentivo à autonomia individual (Santos, 2017; Rindova et al., 2009), inicialmente dificultou o avanço da EE. Contudo, iniciativas isoladas de professores nos anos 80, sobretudo as do Silvio Aparecido dos Santos e do Fernando Dolabela, impulsionaram a EE no Brasil. A disseminação massiva foi catalisada pela influência de entidades civis como FIA, Fumsoft, Sebrae, CNI e IEL. Destacam-se, partir de 1994, programas como o Softex (ligado ao CNPq) por meio de um manual para professores de TI e de Ciências de Computação, e o da Rede Universitária de EE - REUNE Brasil, através da metodologia de Treinamento de Treinadores (TTT), que alcançou inúmeras IES (mais de 200 departamentos), milhares de estudantes (mais de 4000) e centenas de professores (Softex, 2003, p.25). A trajetória da EE no Brasil revela um atraso significativo relativamente a alguns marcos históricos da EE nos EUA, onde o apoio governamental e da sociedade civil à EE foi consolidado décadas antes. Conclusões: Enfatiza-se a necessidade de reconhecer a diversidade de agentes que contribuíram para a EE e sugere-se que novas iniciativas das IES procurem envolver agentes da sociedade civil e governamentais.