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  • Mulheres e migrações forçadas em Portugal: adaptação, resiliência e integração social
    Publication . Sampaio, Catarina
    Esta investigação procura ampliar o conhecimento da realidade psicossocial de mulheres que, em contexto de migração forçada, chegaram a Portugal, explorando as principais dificuldades do percurso migratório e os principais fatores protetores que facilitaram os seus processos de resiliência, adaptação e integração social. Para tal, foram relevados os significados que as protagonistas atribuem às suas experiências, recolhidos através de nove entrevistas semiestruturadas e em profundidade, a mulheres oriundas do Iraque, da Síria e da Líbia. É também a partir das suas perceções que se analisam questões de género e a forma como estas se relacionam com dimensões religiosas, familiares, sociais, psicológicas e culturais. A investigação coloca em evidência um acervo de vulnerabilidades desencadeadas pela experiência migratória e pela pertença de género, o que justifica a análise intersecional. Os resultados revelam um conjunto de adversidades no acolhimento, destacando-se: isolamento e distância familiar e do grupo social; dificuldades de acesso ao emprego qualificado; falta de suporte institucional; fracas condições habitacionais; desconhecimento da língua; desconhecimento dos serviços de saúde; não reconhecimento de grau académico e discriminação. Por outro lado, são identificados diversos fatores protetores que auxiliam a integração no país recetor, evidenciando-se: estabelecimento e manutenção de redes sociais; recurso a redes sociais digitais; segurança; emprego; domínio da língua; religião; suporte institucional; acesso à saúde; acesso à educação; participação cívica e política; desporto; questões de género relacionadas com empoderamento e maior autonomia. Espera-se que a presente investigação possa incentivar o debate e a reflexão sobre estratégias e políticas de integração em Portugal, promovendo medidas de atuação adequadas às necessidades de mulheres em contexto de migração forçada.
  • Género e educação: o acesso à educação e o empoderamento de mulheres em contexto de migração forçada em Portugal
    Publication . Sampaio, Catarina; Ramos, Natália
    O presente artigo debruça-se sobre os resultados alcançados numa investigação, no âmbito do mestrado em Relações Interculturais, centrada em compreender a realidade psicossocial de mulheres refugiadas em Portugal. O principal objetivo foi analisar e refletir sobre as trajetórias migratórias, de resiliência e de integração, determinando quais as principais dificuldades e quais os principais fatores protetores presentes na situação de refúgio, de acordo com os significados que as mulheres atribuem às suas experiências. Nesse sentido, foram realizadas 9 entrevistas semiestruturadas e em profundidade a mulheres oriundas do Iraque, Líbia e Síria. O estudo desvelou um conjunto diversificado de dificuldades e de fatores protetores, sendo um dos temas mais prementeso acesso à educação. Assim, este artigo focar-se-á nas dificuldades e importância de acesso à educação para mulheres em contexto de migração forçada, na relação estabelecida entre o acesso à educação e a autonomia e empoderamento, bem como nas políticas públicas portuguesas nesta matéria, dando-se destaque ao estatuto do estudante em emergência por razões humanitárias, ao abrigo do qual sete das entrevistadas prosseguiram os estudos interrompidos pela guerra nos seus países de origem. Da investigação conclui-se a absoluta importância da garantia de acesso à educação para mulheres refugiadas, tendo tal salvaguarda implicações no acesso ao emprego qualificado, no estabelecimento de redes sociais, na diminuição do stress da aculturação, da exploração laboral e de outras vulnerabilidades e, por fim, na conquista da autonomia e do empoderamento pelas mulheres.
  • Mulheres e migrações forçadas em Portugal: adaptação, resiliência e integração social
    Publication . Sampaio, Catarina; Ramos, Natália
    Esta investigação procura ampliar o conhecimento da realidade psicossocial de mulheres que, em contexto de migração forçada, chegaram a Portugal, explorando as principais dificuldades do percurso migratório e os principais fatores protetores que facilitaram os seus processos de resiliência, adaptação e integração social. Para tal, foram relevados os significados que as protagonistas atribuem às suas experiências, recolhidos através de nove entrevistas semiestruturadas e em profundidade, a mulheres oriundas do Iraque, da Síria e da Líbia. É também a partir das suas perceções que se analisam questões de género e a forma como estas se relacionam com dimensões religiosas, familiares, sociais, psicológicas e culturais. A investigação coloca em evidência um acervo de vulnerabilidades desencadeadas pela experiência migratória e pela pertença de género, o que justifica a análise intersecional. Os resultados revelam um conjunto de adversidades no acolhimento, destacando-se: isolamento e distância familiar e do grupo social; dificuldades de acesso ao emprego qualificado; falta de suporte institucional; fracas condições habitacionais; desconhecimento da língua; desconhecimento dos serviços de saúde; não reconhecimento de grau académico e discriminação. Por outro lado, são identificados diversos fatores protetores que auxiliam a integração no país recetor, evidenciando-se: estabelecimento e manutenção de redes sociais; recurso a redes sociais digitais; segurança; emprego; domínio da língua; religião; suporte institucional; acesso à saúde; acesso à educação; participação cívica e política; desporto; questões de género relacionadas com empoderamento e maior autonomia. Espera-se que a presente investigação possa incentivar o debate e a reflexão sobre estratégias e políticas de integração em Portugal, promovendo medidas de atuação adequadas às necessidades de mulheres em contexto de migração forçada.