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Vaz, Ana Beatriz Luzio

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  • Empreendedorismo e inovação em saúde: desafios para a autonomia do ato médico
    Publication . Vaz, Ana Beatriz Luzio ; Castanheira, Marta Fagulha; Vaz, António Daniel Luzio
    O avanço tecnológico da sociedade atual tem modificado de forma sensível o paradigma profissional nas várias áreas do saber, sendo a medicina uma das mais afetadas por essa evolução. O ato médico, tradicionalmente centrado na relação interpessoal entre médico e doente, encontra-se hoje modificado face à digitalização e à introdução de tecnologias emergentes que redefinem o modo como se diagnostica, trata e comunica em contexto clínico. Neste cenário, a inovação e o empreendedorismo assumem um papel decisivo, configurando-se como competências essenciais para a adaptação dos profissionais de saúde a um ambiente em constante evolução. O presente trabalho tem como objetivo analisar criticamente as principais vertentes tecnológicas associadas ao ato médico, refletir sobre as suas implicações éticas, e discutir de que modo o empreendedorismo poderá potenciar a autonomia e a capacidade inovativa dos médicos no contexto das tecnologias digitais. Método: estudo conceptual e de natureza teórica, emergente de uma revisão crítica da literatura sobre a inovação tecnológica, empreendedorismo e seus efeitos no ato médico. Resultados: A análise abrange áreas como a inteligência artificial, a telemedicina, a e-health, a m-health, as terapias digitais assistidas por aplicações móveis, a engenharia biomédica e a mecatrónica. Estas ferramentas, em conjunto com atitudes empreendedoras, evidenciam uma crescente adesão por parte dos serviços e prestadores de cuidados de saúde, traduzindo-se em novas oportunidades de organização do trabalho médico e de criação de soluções orientadas para a eficiência e para o bem-estar do doente, tendo sempre presente os princípios éticos e deontológicos. Discussão: Emerge que a integração das tecnologias digitais e da lógica empreendedora contribui ao reforço e autonomia do ato médico promotores de uma prática mais criativa, participativa e responsável. Contudo, este progresso exige uma formação contínua e um enquadramento ético escrupuloso e rigoroso que garanta uma decisão clínica humanizada. Conclusão: O empreendedorismo em saúde e do ato médico, a par da inovação tecnológica, constitui-se um mecanismo de transformação que deve sustentar um novo paradigma de prática médica centrada no doente e na excelência profissional.