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  • Representação da migração no cinema documentário autobiográfico
    Publication . Serafim, José; Ramos, Natália
    O tema da migração tem sido expressivamente representado no cinema tanto ficcional quanto documental, sobretudo a partir dos anos 1960. As modalidades de abordagem da migração e exílio no cinema documentário são plurais e bastante diversificadas. A partir dos anos 2000, em muitos filmes realizados tem-se intensificado a abordagem da questão migratória através da primeira pessoa, da perspetiva autobiográfica. Neste texto buscou-se trazer a questão das migrações do ponto de vista autoral, pessoal, subjetivo, autobiográfico, através sobretudo da obra de dois cineastas que trouxeram nos seus filmes formas diferenciadas e personalizadas para falar da(s) sua(s) história(s), memória(s) e vivência(s) migratórias. No primeiro caso, temos o cineasta brasileiro, David Perlov que migra para Israel no final dos anos 1950 e nesse país realizou durante dez anos aquela que seria a sua grande obra, “Diários” (1973-1983), através da qual elabora uma reflexão sobre o país de adoção, Israel, como também o país onde nasceu, o Brasil. Já Sandra Kogut, ao realizar em 2001 “Passaporte húngaro”, busca não somente tornar-se cidadã húngara como também mergulhar no passado e nas raízes familiares, identitárias e diaspóricas, sobretudo da avó nascida austríaca que se torna húngara pelo casamento e é obrigada a migrar para o Brasil em 1937.
  • Migração, trabalho e cinema documentário: abordagem no contexto europeu
    Publication . Serafim, José; Ramos, Maria da Conceição Pereira; Ramos, Natália
    O objetivo deste texto é trazer uma reflexão sobre o binómio migração e trabalho e a sua representação através do cinema documentário. A crise social e política atual, bem como as catástrofes ambientais e os conflitos políticos e armados, como as guerras que o mundo enfrenta na atualidade, sobretudo no contexto europeu com a atual guerra da Ucrânia, reflete-se em estratégias de acolhimento de grandes parcelas da população que deixam o seu país, nomeadamente ucranianos que deixam a Ucrânia invadida pela Rússia, em situação de migração forçada e de refúgio. As imagens da guerra e de pessoas a abandonarem a sua terra natal, a Ucrânia, têm sido frequentes em todos os meios de comunicação social do mundo desde 24 de fevereiro de 2022. Um dos maiores documentaristas da atualidade, o ucraniano Sergei Loznitsas, nas suas obras documentais abordou a questão das lutas e guerras vividas pela população ucraniana, bem como as consequências desastrosas para a população após o fim do conflito, como em Maïdam (2014) e Donbass (2018). Portugal, antes da atual guerra na Ucrânia, contava já com um expressivo número de migrantes ucranianos no seu território, desde a década de 1990 (Ramos, 2007), sendo atualmente esta comunidade de imigrantes a segunda maior no país e este conflito irá aumentar o número de refugiados e emigrantes que se instalarão em Portugal. Alguns filmes documentários realizados em Portugal nestes últimos anos procuram representar a situação vivenciada por migrantes nas suas variantes e/imigração. A título de exemplo, o filme Lisboeta (Sérgio Tréfaut, 2004) visa contribuir para a elaboração de uma reflexão sobre a complexa questão do deslocamento de pessoas que, por razões muito diversas, se veem obrigadas a deixar os seus países de origem em busca de melhores condições de vida em países de acolhimento.