Este capítulo traça percursos da ação coletiva de Afro-descendentes em Portugal, desde meados da década de 1970 até ao presente, atendendo aos contextos sociais e políticos que moldam a sua atuação e identificando reivindicações, discursos e práticas. Procuro contar uma história coletiva construída sobre muitas histórias que precisam de ser descobertas e partilhadas, como forma de confrontar o silêncio e a negação do racismo em Portugal. Histórias que permitem o reconhecimento da ação política dos Afro-descendentes, sobretudo os seus contributos para os direitos humanos e para a democracia em Portugal.