Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals
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Percorrer Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "15:Proteger a Vida Terrestre"
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- As alterações climáticasPublication . Alves, FátimaO artigo apresenta as alterações climáticas como realidade cientificamente inequívoca, associada a desequilíbrios ecológicos, perda de biodiversidade e agravamento de desigualdades, criticando a incapacidade política de acompanhar a urgência do problema. Defende-se uma transformação das relações sociedade–natureza e um compromisso efetivo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em nome da responsabilidade intergeracional e de futuros habitáveis.
- Bússolas para orientar a ação: defender a biodiversidade é um desafio eminentemente interculturalPublication . Alves, FátimaSustenta-se que a proteção da biodiversidade exige compreender os sentidos e significados atribuídos à biodiversidade nos territórios, integrando práticas tradicionais, locais e técnico-científicas, bem como linguagens e idiomas. A partir de uma experiência situada no Brasil, enfatiza-se a complexidade resultante da articulação entre diversidades socioculturais e biológicas e a necessidade de conciliar saberes e poderes para proteger o futuro coletivo. Defende-se que acolher e promover a diversidade — humana e não humana — constitui condição de possibilidade para futuros socioecológicos sustentáveis, reforçando a ideia de que nada e ninguém deve ficar para trás.
- Lei de restauro da natureza: um manifesto e um caminho de esperançaPublication . Alves, Fátima; Mendonça, Ana Bijóias; Vidal, Diogo GuedesO artigo enquadra a aprovação da Lei de Restauro da Natureza pela União Europeia como passo político decisivo perante a degradação ambiental e a perda de biodiversidade, sublinhando a dimensão de esperança e compromisso coletivo. Defende-se que a implementação deve integrar diversidades sociais, culturais e biofísicas, valorizando comunidades e práticas locais, e apelando a cooperação e ação multi-escalar para restaurar ecossistemas e reforçar a sustentabilidade.
- A perda do mundo natural e as nossas emoçõesPublication . Alves, FátimaA partir do encontro com uma árvore “ferida de morte”, é construída uma reflexão sobre a perda do mundo natural enquanto experiência simultaneamente ecológica, cultural e emocional. A argumentação associa alterações climáticas e degradação ambiental a efeitos de rutura identitária e sofrimento, evocando exemplos como degelo acelerado, branqueamento de recifes, cheias em zonas costeiras e falhas agrícolas. Integra-se uma nota experiencial no Brasil, salientando deslocações forçadas de povos indígenas e a vulnerabilidade acrescida em contextos periféricos expostos a eventos extremos, com impactos na coesão social e no bem-estar emocional, sobretudo entre os mais jovens. A peça termina com um apelo à não passividade e à responsabilização coletiva na proteção da vida humana e não humana.
- Quando as partes não se diluem no todo: ver além das diferençasPublication . Alves, FátimaDefende-se que a compreensão da complexidade socioecológica exige ir além da ideia de interdependência, evitando que a totalidade “apague” as partes. Sustenta-se que a sustentabilidade e o combate às alterações climáticas dependem do reconhecimento e da articulação entre saber científico e saberes locais, tradicionais e indígenas, bem como da negociação de conflitos e relações de poder em territórios marcados por exclusão e colonialidade. Propõe-se uma visão inclusiva orientada para reparação libertadora e para a construção de sociedades mais igualitárias, em respeito pela diversidade humana e não humana.
- O todo e as partes: interconexão, incorporação e sustentabilidadePublication . Alves, Fátima; Vidal, Diogo Guedes; Viegas, VandaDefende-se que os desafios socioecológicos contemporâneos exigem uma leitura holística, pois o “todo” ultrapassa a soma das partes através das interações que geram dinâmicas e propriedades emergentes. Critica-se a fragmentação do conhecimento associada à tradição moderna e sustenta-se que fenómenos como alterações climáticas, perda de biodiversidade e desigualdades sociais não são inteligíveis por uma abordagem compartimentada. Argumenta-se ainda que a natureza deve ser integrada como agente nas relações sociais, implicando um cuidado ético que vá além do utilitarismo e se traduza em mudanças práticas nas instituições, valores e modos de interação sociedade-natureza, articulando dimensões ecológicas, sociais, culturais e epistemológicas.
