Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Revistas / Journals
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Percorrer Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Revistas / Journals por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "13:Ação Climática"
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- 2025, o ano em que a democracia se vê ao espelhoPublication . Alves, FátimaOpinião essencial para refletirmos sobre 2025 e o futuro da democracia. Leia o mais recente artigo de Fátima Alves no Diário As Beiras “2025, o ano em que a democracia se vê ao espelho" — uma análise crítica e necessária sobre os desafios que a nossa democracia enfrenta, desde a normalização de discursos de ódio até à erosão de direitos conquistados ao longo de décadas. Num momento em que as desigualdades sociais, as tensões políticas e a fragilidade de direitos fundamentais ganham relevo, este texto convida-nos a pensar como cidadãos e cidadãs vigilantes e ativos, e a recusar respostas fáceis que ameaçam o tecido democrático.
- Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer!Publication . Alves, FátimaNo seu mais recente artigo de opinião, intitulado «Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer», Fátima Alves parte da imagem de um pequeno bosque de carvalhos abatido para dar lugar a painéis solares para interrogar o modo como a transição energética está a ser conduzida em Portugal. A questão que coloca é simples e incómoda: que energia pode ser verdadeiramente “limpa” quando destrói a pouca floresta autóctone que ainda existe e quando decisões com forte impacto ecológico e social são tomadas em nosso nome, sem participação efetiva das comunidades? A autora recusa a ideia de que a crise ecológica seja um destino inevitável ou uma espécie de castigo natural. Pelo contrário, sublinha que se trata do resultado de décadas de opções políticas e económicas que trataram a natureza como depósito inesgotável e as pessoas como mão-de-obra descartável. Exemplos como a autorização da chegada de elefantes em fim de vida a ecossistemas onde não pertencem, ou a expansão da agricultura intensiva em áreas protegidas, são apresentados como decisões alinhadas com interesses muito concretos, que fragilizam territórios e formas de vida. Ao longo do texto, Fátima Alves* critica também a retórica dos “sacrifícios necessários” em nome do progresso. Pergunta de quem são, afinal, esses sacrifícios: das populações rurais cada vez mais isoladas, dos jovens empurrados para vidas precárias, dos trabalhadores que veem a saúde e a educação públicas encolherem, ou dos migrantes transformados em bode expiatório de problemas que não criaram. A ideia de que “não há alternativa” é analisada como mecanismo que normaliza desigualdades, legitima destruição e oculta quem beneficia deste modelo. Outro eixo central da reflexão é a normalização quotidiana de discursos autoritários e xenófobos por parte de setores da classe política e dos meios de comunicação social. Ao oferecer explicações fáceis para problemas complexos, estes discursos desviam o olhar dos verdadeiros centros de decisão e contribuem para desresponsabilizar quem lucra com o desordenamento territorial, a precariedade laboral e a exploração intensiva da natureza.
- Entre a negação e a naturalização do colapso ecológicoPublication . Alves, FátimaNo texto intitulado "Entre a negação e a naturalização do colapso ecológico", publicado no Diário As Beiras, Fátima Alves, investigadora e coordenadora do Societies and Environmental Sustainability Research Group do Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, reflete sobre as narrativas dominantes que tentam mascarar ou normalizar o colapso ambiental em curso. Uma leitura essencial para quem quer questionar os discursos instalados e abrir caminhos para a mudança.
- Sobre os sujeitos da crise ecológica, ou como começar de novoPublication . Alves, FátimaNa sua mais recente crónica, a investigadora e coordenadora do Societies and Environmental Sustainability Research Group do Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, Fátima Alves, convida-nos a repensar profundamente os alicerces das ciências ambientais e das ciências sociais perante a crise ecológica. Com a sensibilidade de quem escuta o mundo mais-que-humano não como cenário, mas como sujeito, a autora escreve sobre as ausências que falam, sobre os saberes que escapam às grades da ciência hegemónica, e sobre o imperativo ético de construir um conhecimento comprometido com a regeneração da vida. Este texto assume-se, desta forma, como um manifesto. A uma ciência mais humilde, mais relacional, mais atenta às vozes silenciadas, humanas e não humanas. A uma viragem epistemológica que nos desafia a escutar territórios como redes de interdependência, zonas de tensão e mundos partilhados. Ler este texto é aceitar o convite para imaginar, com seriedade, novos começos. Para abrir espaço, inclusive nos nossos métodos, à escuta dos ciclos da água, das pedras, das florestas e dos peixes. Como comunicar com aquilo que não fala a nossa língua? Como construir conhecimento sem dominar, sem colonizar, sem silenciar? Um texto necessário, lúcido e comovente.
- Territórios vivos: o poder local entre pessoas, natureza e futuroPublication . Alves, FátimaNo dia 18 de outubrode 2025, foi publicado no Diário As Beiras mais um artigo de opinião assinado por Fátima Alves*: “Territórios vivos: o poder local entre pessoas, natureza e futuro”. O texto é um convite a reaprender a habitar o mundo, lembrando que o dinheiro é público e que governar localmente é cuidar da casa comum com critério, visão e transparência. Defende-se a necessidade de estratégias estruturais para enfrentar as alterações climáticas, as desigualdades territoriais e a erosão do sentido comunitário, incorporando ordenamento do território, regeneração ecológica e envolvimento das populações na prevenção e no restauro da paisagem. Sublinha-se, ainda, que políticas eficazes exigem conhecer como as pessoas se relacionam com a natureza (perceções, valores, práticas) e que o poder local tem o duplo desafio de reconhecer a diversidade dos territórios e identificar as falhas das políticas quando ignoram nuances socioculturais e económicas. A atração e fixação de jovens surge como condição de futuro, imaginando territórios vivos que acolham inovação, agricultura regenerativa, artes e investigação transdisciplinar.
