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- O que é uma organização?: uma análise multidisciplinar do conceito organizacionalPublication . Jacquinet, MarcA questão "o que é uma organização?" constitui um dos problemas epistemológicos mais complexos e controversos no âmbito das ciências sociais e da gestão. Apesar da omnipresença das organizações na sociedade contemporânea, a delimitação conceptual deste fenómeno revela-se extraordinariamente desafiante, atravessando múltiplas disciplinas e perspectivas teóricas. Como observa Etzioni (1964), as organizações representam "uma das mais significativas invenções sociais da humanidade", contudo, a sua definição permanece objeto de intenso debate académico. Este ensaio propõe-se examinar criticamente as principais abordagens teóricas ao conceito de organização, analisando as contribuições da sociologia organizacional, da teoria da gestão, da economia institucional e da psicologia organizacional. Através de uma análise multidisciplinar, pretende-se não apenas mapear as diferentes conceções existentes, mas também identificar os elementos estruturais e funcionais que configuram a essência organizacional na sociedade contemporânea.
- Sobre os sujeitos da crise ecológica, ou como começar de novoPublication . Alves, FátimaNa sua mais recente crónica, a investigadora e coordenadora do Societies and Environmental Sustainability Research Group do Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, Fátima Alves, convida-nos a repensar profundamente os alicerces das ciências ambientais e das ciências sociais perante a crise ecológica. Com a sensibilidade de quem escuta o mundo mais-que-humano não como cenário, mas como sujeito, a autora escreve sobre as ausências que falam, sobre os saberes que escapam às grades da ciência hegemónica, e sobre o imperativo ético de construir um conhecimento comprometido com a regeneração da vida. Este texto assume-se, desta forma, como um manifesto. A uma ciência mais humilde, mais relacional, mais atenta às vozes silenciadas, humanas e não humanas. A uma viragem epistemológica que nos desafia a escutar territórios como redes de interdependência, zonas de tensão e mundos partilhados. Ler este texto é aceitar o convite para imaginar, com seriedade, novos começos. Para abrir espaço, inclusive nos nossos métodos, à escuta dos ciclos da água, das pedras, das florestas e dos peixes. Como comunicar com aquilo que não fala a nossa língua? Como construir conhecimento sem dominar, sem colonizar, sem silenciar? Um texto necessário, lúcido e comovente.
