Percorrer por data de Publicação, começado por "2026-07-31"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Criação automática de escalas de turnos em saúde com inteligência artificialPublication . Carvalho, Maria do Céu Pires de; São Mamede, JoséA criação de escalas de turnos em saúde é um processo crítico, que exige conciliar regras legais e institucionais, requisitos mínimos de cobertura por turno, indisponibilidades e preferências dos profissionais. Apesar da relevância operacional, esta atividade continua a ser realizada de forma manual ou semiautomática, implicando consumo de tempo, risco de inconsistências e dificuldade em responder a alterações imprevistas. Neste contexto, esta dissertação analisa de que forma a Inteligência Artificial pode apoiar a criação automática de escalas de turnos em saúde, adotando uma abordagem de Design Science Research (DSR), suportada por uma Revisão Sistemática da Literatura (SLR). A SLR identificou abordagens predominantes, como programação matemática, meta-heurísticas e métodos híbridos, e limitações associadas à escalabilidade, integração com dados reais e adoção em contexto organizacional. Com base nessa evidência, é proposta uma abordagem centrada na aplicabilidade, concretizada num artefacto que utiliza um template Excel e IA generativa para interpretar regras em linguagem natural e validar o cumprimento das regras ativas, destinado a perfis operacionais e de gestão, sem necessidade de conhecimentos técnicos especializados. O artefacto produz automaticamente a escala, um resumo por profissional e um módulo de validação, promovendo transparência e auditabilidade. A solução foi demonstrada em dois cenários, geração de uma escala completa e replaneamento por ausência imprevista, e validada através de entrevistas semiestruturadas. Os resultados evidenciam potencial para reduzir o esforço manual, reforçar a consistência e melhorar a resposta a imprevistos, salientando a importância da estabilidade no replaneamento para viabilizar a adoção em serviços de saúde.
- A cooperação policial e judiciária em matéria penal na União Europeia: o nível de implementação em PortugalPublication . Nogueira, Paulo Joaquim Babo; Caetano, João RelvãoA cooperação policial e judiciária em matéria penal constitui um elemento estruturante do Espaço de Liberdade, Segurança e Justiça, assumindo um papel central na resposta europeia aos desafios da criminalidade transnacional, que ultrapassa as capacidades individuais dos Estados-Membros. A presente dissertação analisa o grau de implementação dos principais instrumentos jurídicos e institucionais da cooperação penal da União Europeia no ordenamento jurídico português, bem como a sua operacionalização prática. Procura-se, neste contexto, compreender de que forma Portugal se integra nas estruturas, mecanismos e dinâmicas de cooperação previstas no quadro do acquis da União Europeia. Para tal, recorreu-se a uma metodologia qualitativa, de natureza descritiva e analítico-interpretativa, baseada em fontes documentais de natureza jurídica, institucional e académica. Os resultados evidenciam que Portugal apresenta um elevado grau de integração normativa e institucional no sistema europeu de cooperação penal, traduzido numa ampla transposição dos instrumentos europeus e numa participação ativa em estruturas como a EUROPOL, a EUROJUST, a EPPO e os mecanismos operacionais de cooperação, incluindo as Equipas Conjuntas de Investigação. Não obstante este elevado nível de integração, identificam-se constrangimentos relevantes que condicionam a plena eficácia do sistema, designadamente limitações de interoperabilidade tecnológica, assimetrias procedimentais entre Estados-Membros, dificuldades linguísticas e desafios de coordenação interinstitucional. Conclui-se que Portugal se encontra fortemente integrado na arquitetura europeia de cooperação policial e penal, embora subsistam margens de reforço ao nível da articulação interna, da capacitação técnica e da consolidação de uma abordagem estratégica mais integrada. A dissertação contribui, assim, para uma leitura sistematizada da posição portuguesa no sistema europeu de cooperação penal e para a identificação de eixos de melhoria futura.
