Browsing by Author "Santos, Alexandre Francisco Ferreira dos"
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- Sebastião da Gama : milagre de vida em busca do eterno : uma leitura da sua obraPublication . Santos, Alexandre Francisco Ferreira dos; Teixeira, Rui de AzevedoResumo - Pela Poesia se vai até à verdade… (Sebastião da Gama) Sebastião da Gama (1924-52) legou-nos uma obra tão vasta como breve e intensa foi a sua vida. É o poeta da vida integral, pura e luminosa, tão amargamente ceifada pelo destino como alegremente vincada por um optimismo sem limites. O trabalho que se apresenta incide sobre um corpus textual restrito: obras publicadas em vida ou já de algum modo por ele deixadas prontas ou quase acabadas; a sua correspondência, nos passos relacionados com estas obras e, ainda, o seu poema pedagógico Diário. Uma primeira ideia matriz avulta neste universo textual. Figurativamente, poderíamos representá-la por um triângulo equilátero em cujos vértices da base se encontram os pólos o EU e o OUTRO, ocupando DEUS o vértice superior, como que a legitimar, gratuitamente, a linha de leitura que privilegiámos: Milagre de Vida em busca do Eterno. Sebastião da Gama insere-se na melhor tradição poética, sabendo, em relação à sua época, sobrenadar com acerto a espuma de correntes e movimentos literários. Revela-se um poeta revitalizante, constituindo, para muitos, uma referência quando não um paradigma de vida. Um dos segredos da singularidade e frescura da sua poesia residirá, porventura, no facto de estarmos perante um poeta profundamente adulto e ao mesmo tempo com uma postura de criança deslumbrada e enternecida. Como se fora um adulto-menino. Sebastião da Gama é um homem atento a todas as tonalidades da natureza e aos matizes quase infinitos da paleta humana. Com efeito, ele é um ser pleno nas suas dimensões de homem e de poeta enamorado da arte, mas nem por isso menos empenhado na promoção de um mundo mais justo e solidário. Julgamos poder reafirmar que a Poesia de Sebastião da Gama, de matriz divina e com uma profunda ligação do homem à natureza e ao universo, remete em recorrente espiral para o divino, sua origem primordial; ela é assumida como um compromisso cristão e humano; e espelha predominantemente a sua alegria de viver e o seu optimismo. Ele é, assim, poeta de um humanismo integral