Percorrer por autor "Nogueira, Paulo Joaquim Babo"
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- A cooperação policial e judiciária em matéria penal na União Europeia: o nível de implementação em PortugalPublication . Nogueira, Paulo Joaquim Babo; Caetano, João RelvãoA cooperação policial e judiciária em matéria penal constitui um elemento estruturante do Espaço de Liberdade, Segurança e Justiça, assumindo um papel central na resposta europeia aos desafios da criminalidade transnacional, que ultrapassa as capacidades individuais dos Estados-Membros. A presente dissertação analisa o grau de implementação dos principais instrumentos jurídicos e institucionais da cooperação penal da União Europeia no ordenamento jurídico português, bem como a sua operacionalização prática. Procura-se, neste contexto, compreender de que forma Portugal se integra nas estruturas, mecanismos e dinâmicas de cooperação previstas no quadro do acquis da União Europeia. Para tal, recorreu-se a uma metodologia qualitativa, de natureza descritiva e analítico-interpretativa, baseada em fontes documentais de natureza jurídica, institucional e académica. Os resultados evidenciam que Portugal apresenta um elevado grau de integração normativa e institucional no sistema europeu de cooperação penal, traduzido numa ampla transposição dos instrumentos europeus e numa participação ativa em estruturas como a EUROPOL, a EUROJUST, a EPPO e os mecanismos operacionais de cooperação, incluindo as Equipas Conjuntas de Investigação. Não obstante este elevado nível de integração, identificam-se constrangimentos relevantes que condicionam a plena eficácia do sistema, designadamente limitações de interoperabilidade tecnológica, assimetrias procedimentais entre Estados-Membros, dificuldades linguísticas e desafios de coordenação interinstitucional. Conclui-se que Portugal se encontra fortemente integrado na arquitetura europeia de cooperação policial e penal, embora subsistam margens de reforço ao nível da articulação interna, da capacitação técnica e da consolidação de uma abordagem estratégica mais integrada. A dissertação contribui, assim, para uma leitura sistematizada da posição portuguesa no sistema europeu de cooperação penal e para a identificação de eixos de melhoria futura.
