Percorrer por autor "Gilotay, Sandra Regina Borges"
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- Processos de construções identitárias em contextos atuais e fronteiriços: um estudo etnográfico sobre as manifestações culturais e artísticas do Campo de GibraltarPublication . Gilotay, Sandra Regina Borges; Magano, OlgaA compreensão dos processos de construção identitária exige uma perspetiva situada, capaz de articular os contextos históricos, sociais e simbólicos que se manifestam nas experiências individuais e coletivas. Situado no sul de Espanha, o Campo de Gibraltar constitui um espaço de contrastes, cuja dinâmica reflete a sua condição de território transfronteiriço e coloca a região num processo contínuo de reconfiguração, no qual se entrelaçam tradição e modernidade, tensões fronteiriças e interações sociais. Considerando o carácter plural da região – moldado pela influência do território britânico de Gibraltar e pelos costumes enraizados na cultura andaluza –, procedeu-se à análise das manifestações culturais e artísticas mais representativas das localidades mais permeadas pelas dinâmicas fronteiriças, nomeadamente: Los Barrios, São Roque, Algeciras e La Línea. Mediante uma abordagem qualitativa e um estudo etnográfico, procurou-se compreender de que modo valores, crenças e práticas simbólicas produzem significados partilhados e reforçam os laços identitários coletivos. Os resultados evidenciam a existência de uma identidade comum campogibraltarina, sustentada pela presença das instituições locais na preservação das suas festividades mais significativas – tanto religiosas como profanas – e de expressões artísticas de matriz andaluza, como o flamenco. Esta dinâmica garante não apenas a salvaguarda da memória coletiva, como sua renovação geracional. Tais manifestações consolidam o imaginário coletivo e promovem uma idiossincrasia localizada. Esta condição liminar, situada entre o pertencimento e a deslocação, confere à região um carácter híbrido e relacional, em que as fronteiras deixam de representar uma mera separação e assumem-se como pontes simbólicas entre mundos culturais distintos.
- Ser gibraltarino: estudo exploratório sobre a cultura e identidade dos residentes de GibraltarPublication . Gilotay, Sandra Regina Borges; Magano, OlgaEste estudo de investigação foi desenvolvido no intuito de conhecer a complexidade cultural, a construção e a afirmação identitária dos residentes de Gibraltar. Devido à sua diversidade cultural, social, linguística e religiosa, e por ser um território de pequena dimensão com uma ubicação geográfica estratégica, Gibraltar usufrui hoje de excelentes condições económicas e sociais. Tratando-se de um território dentro do continente europeu, onde ainda prevalecem certos vínculos coloniais, com um passado de conquistas e disputas de soberania (entre Espanha e Inglaterra), que ainda são percetíveis através da sua fronteira, despertou-nos a atenção o modo como os seus habitantes interagem e conjugam as suas múltiplas pertenças. No desenvolvimento teórico, procuramos retratar alguns dos eixos pertinentes para esta análise, nomeadamente as conceções de cultura, as interações sociais, as fronteiras sociais e culturais, formas de mestiçagem e hibridismo, a pluralidade cultural, a identidade e a integração social, para tentar perceber em que consiste a identidade dos residentes de Gibraltar e a conceção do ser gibraltarino. Em termos metodológicos, optámos por um estudo exploratório, devido à falta de trabalhos publicados anteriormente e concernentes à identidade gibraltarina, de caráter qualitativo, através da realização de entrevistas semi-estruturadas a diferentes perfis de entrevistados/as residentes ou que trabalham em Gibraltar. Os resultados apontam para a importância que a diversidade cultural assume na construção da identidade gibraltarina. Considerando a imposição histórica das duas culturas, tanto a inglesa como a espanhola, e a influência das demais culturas dos residentes em Gibraltar, o gibraltarino encontrou uma forma particular de se integrar diante a sua própria diversidade cultural. Quanto mais diversificou a sua cultura mais complexificaram as formas identitárias, provocando, para além um sentimento comum entre os seus residentes, também um sentimento de partilha, de integração e tolerância, desprendendo também um sentimento de orgulho da sua própria diversidade. O ser gibraltarino é o resultado final das suas múltiplas pertenças que certamente continuarão a fazer parte da sua complexa forma de ser.
