Percorrer por autor "Dutra, Daniel de Souza"
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- Políticas de língua e planejamento linguístico no Brasil e o novo ciclo imigratório em um Município do Rio Grande do SulPublication . Dutra, Daniel de Souza; Silva, Mário Filipe daO Brasil recebe anualmente um grande contingente de imigrantes, com os maiores fluxos vindos de países da América do Sul e das Antilhas. Muitos dos recém-chegados não falam a língua portuguesa, e suas capacidades linguísticas estão a alterar o ambiente linguístico de muitas regiões com a inserção de idiomas como o espanhol, o francês e o crioulo haitiano. Com o objetivo de verificar as políticas de língua e planejamento linguístico voltados para os imigrantes no município de Encantado, no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, realizamos uma análise quali-quantitativa contendo dados coletados através de inquéritos realizados com docentes e imigrantes; buscamos na literatura informações sobre as políticas de língua desenvolvidas no Brasil e na área delimitada e cruzamos os dados com a literatura, suportados pelo modelo analítico histórico-estrutural. Nossos resultados mostraram que embora a pluralidade linguística no município seja evidente, as ações voltadas para a gestão linguística são recentes e ainda não incluíram os novos imigrantes: os esforços voltados para essa parcela da população estão limitados ao alunado estrangeiro, que é atendido por administrações escolares que agem com independência e sem apoio voltado para o problema. Concluímos que a língua portuguesa é a língua dominante e divide status com o italiano e com o dialeto talian, que embora possuam valor cultural dentro do município, não são línguas de uso; por outro lado, as línguas dos novos imigrantes não possuem status mas são amplamente utilizadas no cotidiano. Também concluímos que o ensino da língua portuguesa como língua não materna ou como língua de acolhimento carece de materiais didáticos e de profissionais habilitados; o ensino está ainda limitado aos imigrantes em idade escolar, enquanto a parcela de imigrantes trabalhadores permanece excluída das redes de ensino, sendo forçada a encontrar soluções de forma independente para resolver os seus problemas linguísticos.
