Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Comunicações em congressos, conferências e seminários / Communications in congresses, conferences and seminars
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Percorrer Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Comunicações em congressos, conferências e seminários / Communications in congresses, conferences and seminars por autor "Nogueira, Paulo"
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- Ciclo de debates TERRA Viva: Kit de Sobrevivência: o impacto das ondas de calor na saúde humanaPublication . Nogueira, Paulo; Alves, Fátima; Lopes, AntónioNa sua participação no ciclo de debates TERRA Viva, a investigadora Fátima Alves do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal foi clara: “o calor mata — e mata cada vez mais”. As ondas de calor são hoje uma urgência científica e social, com impactos diretos na mortalidade e na saúde, sobretudo entre as populações mais vulneráveis. O que está em causa? O aumento da frequência, duração e intensidade das ondas de calor, especialmente no sul da Europa e em Portugal Uma geografia da vulnerabilidade, marcada por desigualdades sociais, territoriais e habitacionais Grupos mais afetados: pessoas idosas, doentes crónicos, crianças, grávidas, trabalhadores ao ar livre e pessoas socialmente isoladas Fátima Alves sublinhou que nem todos sofremos o calor da mesma forma. As condições de vida, o território onde se vive, a qualidade da habitação e o acesso a espaços verdes fazem toda a diferença. As cidades, em particular, concentram riscos agravados devido às ilhas de calor urbano e à falta de preparação arquitetónica e ecológica. A natureza como aliada da saúde Um dos pontos centrais da sua intervenção foi o papel das árvores e dos espaços verdes. Longe de serem elementos decorativos, são agentes ativos dos ecossistemas, fundamentais para reduzir a temperatura, melhorar o conforto térmico e salvar vidas. Cortar árvores é, muitas vezes, agravar riscos invisíveis — mas reais — para a saúde pública. Um “kit de sobrevivência” coletivo Para Fátima Alves, responder ao calor extremo exige muito mais do que conselhos individuais. É preciso um kit coletivo, que inclua: Refúgios climáticos acessíveis (bibliotecas, escolas, centros de dia) Mais arborização e corredores de sombra Articulação entre saúde, proteção civil e serviços sociais Monitorização do território e apoio ativo às populações isoladas Literacia climática e em saúde, para transformar conhecimento científico em ação concreta A mensagem final é clara: investir em prevenção, planeamento e natureza é investir em saúde, bem-estar e justiça social.
