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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este artigo propõe uma abordagem sociolinguística das práticas linguísticas das comunidades portuguesas em contexto migratório, enfatizando o papel da língua como marcador identitário, elo intergeracional e instrumento de pertença cultural. Em contraste com análises linguísticas tradicionais de base estruturalista e descritiva, a reflexão aqui desenvolvida centra-se em enquadramentos ideológicos e em relações de poder que moldam a produção e avaliação das práticas linguísticas.
Defendemos que a norma-padrão não é a única referência legítima e que a língua portuguesa falada fora de Portugal, em contexto de língua de herança, deve ser reconhecida como uma prática plural, situada e legitimamente heterogénea. Discutimos como os falantes em contexto de migração operam com repertórios plurilingues complexos e contextualmente adequados, desafiando ideologias deficitárias que os estigmatizam como “falantes incompletos”. O artigo conclui com a defesa de políticas linguísticas e educativas mais inclusivas e pluricêntricas, que valorizem a diversidade do espaço lusófono e promovam a justiça sociolinguística, reconhecendo as comunidades migrantes como agentes ativos da vitalidade da língua portuguesa fora de Portugal.
Descrição
Palavras-chave
Língua Portuguesa Identidade Diáspora Ideologias Linguísticas Plurilinguismo Língua de Herança.
Contexto Educativo
Citação
Simões Marques, I. (2025). Língua portuguesa em contexto migratório: orgulho ou desinteresse?. Redis: Revista De Estudos Do Discurso, (17), 219–242. https://doi.org/10.21747/21833958/red17a8
Editora
Universidade do Porto
