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Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer!

datacite.subject.fosCiências Sociais
datacite.subject.sdg13:Ação Climática
dc.contributor.authorAlves, Fátima
dc.date.accessioned2026-01-08T10:49:17Z
dc.date.available2026-01-08T10:49:17Z
dc.date.issued2025-11-15
dc.description.abstractNo seu mais recente artigo de opinião, intitulado «Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer», Fátima Alves parte da imagem de um pequeno bosque de carvalhos abatido para dar lugar a painéis solares para interrogar o modo como a transição energética está a ser conduzida em Portugal. A questão que coloca é simples e incómoda: que energia pode ser verdadeiramente “limpa” quando destrói a pouca floresta autóctone que ainda existe e quando decisões com forte impacto ecológico e social são tomadas em nosso nome, sem participação efetiva das comunidades? A autora recusa a ideia de que a crise ecológica seja um destino inevitável ou uma espécie de castigo natural. Pelo contrário, sublinha que se trata do resultado de décadas de opções políticas e económicas que trataram a natureza como depósito inesgotável e as pessoas como mão-de-obra descartável. Exemplos como a autorização da chegada de elefantes em fim de vida a ecossistemas onde não pertencem, ou a expansão da agricultura intensiva em áreas protegidas, são apresentados como decisões alinhadas com interesses muito concretos, que fragilizam territórios e formas de vida. Ao longo do texto, Fátima Alves* critica também a retórica dos “sacrifícios necessários” em nome do progresso. Pergunta de quem são, afinal, esses sacrifícios: das populações rurais cada vez mais isoladas, dos jovens empurrados para vidas precárias, dos trabalhadores que veem a saúde e a educação públicas encolherem, ou dos migrantes transformados em bode expiatório de problemas que não criaram. A ideia de que “não há alternativa” é analisada como mecanismo que normaliza desigualdades, legitima destruição e oculta quem beneficia deste modelo. Outro eixo central da reflexão é a normalização quotidiana de discursos autoritários e xenófobos por parte de setores da classe política e dos meios de comunicação social. Ao oferecer explicações fáceis para problemas complexos, estes discursos desviam o olhar dos verdadeiros centros de decisão e contribuem para desresponsabilizar quem lucra com o desordenamento territorial, a precariedade laboral e a exploração intensiva da natureza.por
dc.identifier.citationAlves, F. (2025, novembro 15). Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer! Diário As Beiras. https://www.asbeiras.pt/opiniao-entre-a-banalizacao-do-inaceitavel-e-as-escolhas-coletivas-que-temos-de-fazer/
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.2/20692
dc.language.isopor
dc.peerreviewedno
dc.publisherDiário As Beiras
dc.relation.hasversionhttps://www.asbeiras.pt/opiniao-entre-a-banalizacao-do-inaceitavel-e-as-escolhas-coletivas-que-temos-de-fazer/
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/
dc.titleEntre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer!por
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dspace.entity.typePublication
oaire.citation.titleDiário As Beiras
oaire.versionhttp://purl.org/coar/version/c_970fb48d4fbd8a85
person.familyNameAlves
person.givenNameFátima
person.identifier.ciencia-idF41D-6E75-A58D
person.identifier.orcid0000-0003-2600-8652
relation.isAuthorOfPublication01db740c-0644-4274-a03f-4c348c8b8ac5
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