Name: | Description: | Size: | Format: | |
---|---|---|---|---|
601.05 KB | Adobe PDF |
Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
De acordo com a visão egípcia da natureza humana, o Homem não era concebido como a combinação de vários elementos mortais e imortais, corpóreos e anímicos, físicos e espirituais, materiais e imateriais, mas antes como uma unidade que reunia em si todas as qualidades e características humanas que marcavam o ciclo da existência quer no Aquém quer no Além. A funcionalidade ou disfuncionalidade destes elementos ou a sua separação ou justaposição explicavam todos os grandes momentos da vida do individuo: a concepção, o nascimento, a morte, a mumificação, a ressurreição, a vida eterna. Esta concepção tem, portanto, enorme impacto no estudo do imaginário do antigo povo egípcio e é indissociável das suas representações sobre a vida, sobre a morte, sobre os seus costumes fúnebres, sobre a imortalidade e sobre a sua relação com o Cosmos.
Entre os distintos e complementares elementos que no antigo Egipto constituíam a personalidade humana encontravam-se khet (corpo), ren (nome), ka ("duplo"), ba ("alma"), chut (sombra), akh (ser/ espírito transfigurado) e ib (coração).
Cada um dos elementos traduzia uma faceta distinta do Homem que se manifestava numa certa dimensão específica e que, por isso, se tornava individualizável. Todos os elementos eram necessários, todavia, para garantir a sua existência terrena e a sua continuidade na vida extraterrena.
Description
Keywords
Antropologia egípcia Vida Morte Aquém Além
Citation
Sales, José das Candeias - A concepção antropológica egípcia : da vida no aquém à existência no além. "Gaudium Sciendi" [Em linha]. Vol. 6 (2014), p. 131-164
Publisher
Universidade Católica Portuguesa