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- Subversão feminista e “Coautoria Algorítmica” na prática artística com GenAI: Ivona Tau, Stephanie Dinkins e o artefacto autoral in/visibilidades no feminino 3.0Publication . Palma, Celia; Carvalho, Isabel Cristina; Tavares, MirianO artigo propõe uma reflexão crítica sobre a convergência entre arte, tecnologia e género, com foco na análise de práticas artísticas feministas que recorrem à Inteligência Artificial Generativa (GenAI) como instrumento de subversão estética, simbólica e política. A investigação discute as transformações introduzidas pelas linguagens visuais emergentes e o seu impacto disruptivo na desconstrução de narrativas hegemónicas, a partir das obras de Ivona Tau e Stephanie Dinkins, analisando a aplicação da GenAI na ressignificação dos territórios do corpo, da memória e das subjetividades femininas. Enquanto Ivona Tau recorre a redes neurais artificiais e codificação para manipular imagens fotográficas e evocar memórias poéticas que desafiam os padrões normativos estéticos, Stephanie Dinkins integra a GenAI como agente de crítica social, desenvolvendo entidades artificiais alinhadas com comunidades racializadas e promovendo representações inclusivas. Em diálogo com estas referências, apresenta-se o estudo de caso autoral in/visibilidades no feminino 3.0, um artefacto experimental que mobiliza a GenAI como técnica de recomposição simbólica, articulada a processos de mediação cultural crítica e imagética etnográfica. A prática evidencia o potencial da GenAI enquanto ferramenta de “coautoria algorítmica”, colaborativa e simbólica, desafiando os modelos tradicionais de autoria. Ancorada na perspetiva pós-humanista de Donna Haraway (2016, 2022), a proposta valoriza a interação crítica entre humanos, máquinas e organismos como estratégia de cocriação e insurgência estética.
