Arte / Art
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Percorrer Arte / Art por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "10:Reduzir as Desigualdades"
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- O detalhe fora da vista: as torres da Catedral de RuãoPublication . Gonçalves, Carla AlexandraO detalhe pode assumir várias dimensões, entre o pormenor, uma parte num todo, um fragmento, elemento mínimo, marginal, liminar, passando pelo carácter de elemento autónomo, simbólico, significante, dispositivo modificador, até de um acaso, ou insignificância ou, pelo contrário, de um exagero formal. O nome detalhe reveste-se de uma extraordinária polissemia, aplicando-se a um vasto conjunto de situações, pelo que os detalhes, no contexto da história da arte e da estética, não serão todos iguais, no que cumpre ao discurso, intenção, significação e carácter, não surgirão pelos mesmos motivos, não possuem a mesma força expressiva, nem devem ler-se segundo modelos de interpretação generalistas. A compleição do detalhe dificulta a objectividade e a fluidez da análise, e, sobretudo, a construção de narrativas limpas e acabadas. Estudar o detalhe pode, por tudo, constituir-se como uma tarefa que origina discursos fragmentários. Depois de uma introdução teórica ao detalhe, na espessura das suas dimensões, traz-se à discussão o caso das encomendas das três torres da Catedral de Ruão (Normandia, França): a torre de Saint-Romain, a torre da Manteiga, e a idealização da agulha sobre a torre do cruzeiro. Estas edificações foram criticadas pela encomenda devido ao detalhe excessivo e ao talhe demorado e minucioso da pedra para obras fora da vista. O último trabalho, tido como o apogeu do detalhe, não chegaria a edificar-se. A questão por resolver relaciona-se com os justos motivos que levaram às duras críticas dos comitentes e com a resistência empreendida pelos artistas, defendendo o detalhe mesmo perigando os seus trabalhos.
- Digital masks: reimagining digital media for co-presence with the KogiPublication . Šnajberková, Jaroslava; Bidarra, José; Tavares, MirianThis paper presents arts-based research on digital media and indigenous communities. It departs from Kogi sacred masks to discuss community life and how digital media can serve as a relational, ethically attuned environment for engaging with indigenous communities in the Sierra Nevada de Santa Marta in Colombia. Grounded in visual ethnography, autoethnography, and analogue photography, the project explores how image-making may shift from mere acts of capture to practices of co-presence, inner silence, and respectful withholding. The work draws from the story of two sacred ritual masks repatriated from Berlin to the Kogi in 2023, using them as both material artefacts and conceptual metaphors for opacity, sovereignty, and spiritual integrity. Through digital fragments, ambient sound, underexposed imagery, and poetic interruption, the digital arts project challenges conventional representation and contributes to a decolonial visual methodology rooted in care and attentiveness.
- No rasto da devoção: escultura em pedra no Convento de Cristo: séculos XIV a XVIPublication . Machado, Ana; Cardoso, Ana; Candeias, António; Gonçalves, Carla Alexandra; Azevedo, Carlos; Cunha, Catarina; Rodrigues, Dalila; Costa, Fernando; Pato Macedo, Francisco; Antunes, Joana; Ramôa Melo, Joana; Frade, José; Costa, Mafalda; Rocha, Marco; Craveiro, Maria de Lurdes; Vilhena de Carvalho, Maria João; Goulão, Maria José; Barroca, Mário Jorge; Pereira, Nuno; Ferrão, Pedro; Valadas, Sara; Craveiro, Maria de Lurdes; Gonçalves, Carla Alexandra; Antunes, Joana"No rasto da devoção: escultura em pedra no Convento de Cristo: séculos XIV a XVI" - Catálogo da Exposição. Na expectativa da recuperação de uma parte, ainda que ínfima, do universo devocional que motivou a criação das esculturas patentes nesta exposição, e que durante vários séculos lhes deu sentido e contexto, construiu-se uma narrativa iconológica que parte das figuras e temas que protagonizam o núcleo escultórico das reservas do Convento de Cristo, e que mais não é do que um fragmento, na relação com as principais devoções do Portugal dos séculos XV e XVI. Do nascimento à morte, passando pela redenção e pelo encontro com Deus, pela cura do corpo e pela salvação da alma, as devoções de que se compõe este percurso expositivo e narrativo colocam-nos num ciclo ininterrupto de finais e de recomeços. Os resultados agora apresentados são fruto da cooperação entre o Convento de Cristo e o Grupo de Estudos Multidisciplinares em Arte do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património da Universidade de Coimbra, à qual se juntaram outras entidades e outras equipas sem as quais seria impossível a concretização deste trabalho interdisciplinar. Construir ciência e cidadania é, em suma, o desiderato maior desta iniciativa que se funda na herança de salvaguarda patrimonial do Convento de Cristo e encontra os potenciais de uma actuação futura através das relações estreitas entre o Património, a museologia e a investigação.
