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- O exercício da supervisão pedagógica dinamizadora de inclusão de pessoas LGBTQIA+Publication . Pereira, Jorge da Silva; Vieira, Cristina; Henriques, SusanaO presente estudo sobre o exercício de supervisão pedagógica pretende interpretar, caracterizar, conhecer, compreender e perceber como a Supervisão Pedagógica socializa e dinamiza inclusão de pessoas LGBTQIA+, principalmente através da sua dimensão colabora(coopera)tiva, (trans)formativa, dialógica, integrativa e auto e heteroscópica. Verificamos a(s) reconceptualização(ões) de inclusão com a introdução/operacionalização do DL n.º 54/2018, de 6 de julho, subsidiado pelo DL n.º 55/2018, de 6 de julho do mesmo ano. Estes documentos materializam a passagem da categorização para a universalização, ou seja, a inclusão deixa de ser sinónima de desconstructora de discriminações única e exclusivamente capacitistas, observáveis e mensuráveis, nomeadamente direccionadas às pessoas com deficiência(s) (incluindo as neurodivergências). Neste sentido, o nosso propósito foi, principalmente, compreender como a Supervisão Pedagógica dinamiza e (trans)forma para a inclusão da população LGBTQIA+ no Agrupamento de Escolas seleccionado. Procuramos, em primeiro lugar, conhecer práticas, estratégias e princípios pedagógicos desconstrutores de esteriotipias LGBTQIA+. Pretendemos, também, com o nosso trabalho, compreender a articulação existente entre o exercício Supervisão Pedagógica, a reflexividade docente e o modus operandi/faciendi do bullying LGBTQIA+fóbico. Isto é, conhecer a questão da cisheteronormatividade “normalizada” no currículo e tornada conteúdo ocultamente ensinado e ainda pouco explorado, não obstante a literatura mostre um aumento significativo (e positivo) sobre a mesma. O nosso estudo é, pois, interpretativo-qualitativo. As técnicas e instrumentos de recolha de dados são a análise dos documentos estruturantes do AE e as entrevistas semi-directivas. A técnica de análise de dados e sua validação teórico-sustentativa traduz-se na análise de conteúdo do material colectado. O estudo focou-se em 10 pessoas docentes (n=10), 2 docentes coordenadores e supervisores de departamento, e 8 docentes não coordenadores de departamento. Interpretar como a articulação entre o exercício supervisivo pedagógico e a educação inclusiva LGBTQIA+, materializada na coordenação e na docência como (trans)formadoras do fazer pedagógico, actua como desinvisibilizadora (ou pelo menos mitigadora) e dinamizadora de trabalho consciencializador de uma educação mais inclusiva, mais justa, mais igualitária, promotora da não discriminação, promovedora da não violência, da democratização da educação e agenciadora da cultura para a paz é o nosso desiderato primeiro. Propusemo-nos, pois, a dissertar sobre as dimensões da supervisão pedagógica e como as mesmas trabalham para uma educação (mais) inclusiva, (mais) consciencializadora, (mais) democrática e, primeiramente, (mais) humana e, principalmente, disruptora de (pre-)conceitos não sustentados. Os resultados evidenciam uma significativa super-humanização, marginalização/periferização e desorientação no AE no tratamento das temáticas da Identidade e Expressão de Género e a inclusividade LGBTQIA+, reflectindo a acção concomitante de múltiplos fatores contextuais e discursivos, principalmente o discurso incendiário do ódio, a toxicidade das macho(mano)(women)esferas e a radicalidade e fragmentariedade do contexto político nacional e internacional.
- Ciclo de desenho, implementação e avaliação de cursos de formação a distância em contextos pós-COVID: estudo de caso no Serviço de Formação Profissional de Vila Nova de Gaia – IEFP, I.P.Publication . Nogueira, Adelina Paula Neves Cruz; Teixeira, António; Morgado, LinaA Formação a Distância (FaD) ganhou centralidade na formação profissional em Portugal, sobretudo após a pandemia de COVID-19, que acelerou a adoção de soluções digitais e expôs necessidades de reorganização pedagógica e tecnológica. Neste contexto, o presente estudo de caso, desenvolvido no âmbito do Mestrado em Pedagogia do eLearning (Universidade Aberta), analisa criticamente o ciclo de criação, formação, implementação e avaliação de cursos em eLearning e bLearning no Serviço de Formação (SF) Gaia do IEFP, I.P., entre janeiro de 2024 e julho de 2025. Recorreu-se a uma metodologia mista, articulando questionários aplicados a 50 formadores e 100 formandos com entrevistas semiestruturadas a atores institucionais e análise documental de orientações, planos e registos pedagógicos. A triangulação dos dados permitiu identificar padrões e fragilidades ao longo do ciclo formativo, destacando constrangimentos na capacitação pedagógico-digital dos formadores, na uniformização de procedimentos e critérios de avaliação, e no suporte técnico ao longo da execução. Simultaneamente, emergem oportunidades de melhoria no desenho instrucional, na monitorização da participação e no acompanhamento tutorial. Apresentam-se recomendações para otimizar processos, reforçar a qualidade e sustentar a consolidação da FaD na formação profissional.
