Percorrer por autor "Mesquita, Ana Catarina Vasques Rodrigues"
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- Antero de Quental em Vila do Conde: um autor global e atualPublication . Mesquita, Ana Catarina Vasques Rodrigues; Bello, Maria do Rosário Lupi; Leão, Isabel Ponce deA presente dissertação pretende demonstrar que Antero de Quental deve ser lido não apenas como uma figura central da cultura portuguesa oitocentista, mas como um autor de vocação global, cuja obra e pensamento transcendem as fronteiras geográficas e linguísticas nacionais, tendo como base (corpus) a obra produzida em Vila do Conde. Com base numa abordagem interdisciplinar que articula análise hermenêutica, estudo comparatista e observação museológica, a dissertação identifica as confluências globais em Antero e de Antero. Acreditamos que a originalidade do estudo reside na proposta de ler Antero como um “autor glocal”: profundamente enraizado na realidade portuguesa, mas com ressonâncias e influências transnacionais. A dissertação analisa também a Casa de Antero de Quental em Vila do Conde, enquanto espaço simbólico e dispositivo museológico, refletindo sobre o modo como a memória do autor tem sido mais ou menos ativada como ferramenta de globalização da obra e do pensamento do mesmo. São também apresentadas propostas concretas para a valorização simbólica e institucional da figura de Antero de Quental, com destaque para a necessidade de renovar a museografia da Casa de Antero e de reformular a presença digital do Centro de Estudos Anterianos. Antero é aqui compreendido como um pensador radical da condição moderna, cuja atualidade se manifesta na capacidade de articular desencanto e esperança, crítica e espiritualidade, ética e linguagem. A sua obra não pertence apenas ao passado literário de Portugal, mas ao património partilhado de uma humanidade à procura de sentido.
- O jornal e a prática do jornalismo no romance queirosianoPublication . Mesquita, Ana Catarina Vasques Rodrigues; Cunha, Maria do RosárioComo todos sabemos, Eça de Queirós teve uma vasta carreira como jornalista, na qual espelhou, inicialmente, os seus ideais acerca do que deveria ser um jornalismo sério e frutífero, para mais tarde criticar a classe jornalística, denunciando seus vícios. Esta crítica passou não só pelos seus textos de imprensa mas também pelos seus romances, onde o leitor se depara com cenas em que tanto a figura do jornalista como a própria instituição são apresentadas de forma negativa. Ao longo desta dissertação, debruçámo-nos sobre as razões que envolvem esta crítica que, sendo Eça jornalista, poder-se-á transformar, por vezes, numa auto-crítica. Abordámos também a forma como essa crítica é levada a cabo pelo escritor nos seus romances mais marcantes, em termos de fases distintas da sua escrita. Para além deste propósito, a dissertação teve como objectivo analisar a importância da presença do jornal no romance, não só como instituição, mas também como objecto presente no quotidiano das diversas personagens. O trabalho teve como fase inicial a leitura de bibliografia de enquadramento da questão, que passou pelo entendimento da forma como se fazia jornalismo no século XIX, quem foi Eça como jornalista e a imagem que este tinha da sua própria profissão, assim como as críticas por si feitas a esta classe. Estas primeiras leituras permitiram a redacção dos capítulos iniciais da dissertação, que serviram como contextualização, assim como aprofundamento de conhecimentos sobre o autor, relacionados com o objecto de estudo. Paralelamente, foram lidos e analisados outros textos de Eça, cartas, textos de imprensa, ou outras obras que, não fazendo parte do corpus, considerámos fontes de informação necessária à nossa análise. Seguiu-se a leitura aprofundada do corpus seleccionado: O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio, Os Maias, A Ilustre casa de Ramires e A Cidade e as Serras. A leitura do corpus permitiu a selecção e consequente tratamento da informação relevante para a dissertação. Numa primeira parte, debruçámo-nos sobre o estudo do jornal como objecto do quotidiano, como instituição, como espaço de redacção, assim comos os temas que directamente se relacionam, nos romances de Eça, com a imprensa. Numa segunda parte, estudámos a figura do jornalista: o retrato; a arrogância, a mesquinhez e a falta de ética; a estupidez, a leviandade e a falta de cultura; o poder e o prestígio.
