Browsing by Author "Farias, Ana Maria Agostinho"
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- Escrita conjunta como instrumento de interlocução no Polo UAB em Rio BrancoPublication . Farias, Ana Maria Agostinho; Mendes, António Quintas; Freire, FernandaA presente dissertação tem o objetivo de analisar a escrita conjunta de documentos por meio do Google Docs por integrantes do Polo de Apoio Presencial da (UAB) do Centro de Educação Permanente (CEDUP) da cidade de Rio Branco (AC/BRASIL). Tal análise busca discutir o modelo conceitual desse tipo de escrita, bem como as transformações interpessoais que se dão a partir dela no ambiente laboral. Com base em autores que estudam as transformações decorrentes do impacto do uso das tecnologias nas comunicações na constituição de espaços de interação (de aprendizagem e de trabalho conjunto) e de autores que investigam os processos de cooperação e de colaboração que, potencialmente, emergem nesses mesmos espaços, procuramos, por meio de um estudo de caso, apresentar e analisar dados referentes à escrita conjunta do texto do Projeto V Sarau. Esse texto elaborado é escrito por sete servidores que atuam em um mesmo espaço físico, alguns dos quais em horários diferentes. Algumas etapas de trabalho precedem a escrita do texto e contam com a participação de outros servidores. Quanto ao modelo conceitual de escrita adotado pela Equipe do CEDUP, os resultados mostram (i) que as etapas que antecedem à escrita conjunta do texto relacionam-se de forma importante com o texto propriamente dito, uma vez que as vozes de outras pessoas nele estão; (ii) que essas mesmas etapas se ajustam a um trabalho de caráter cooperativo (sobretudo porque há divisão de tarefas), (iii) enquanto a escrita conjunta se mostra mais colaborativa (sobretudo porque há interferência direta e explícita na materialidade do texto). Ressalta-se, porém, que (iv) os limites entre essas duas formas de atuar conjuntamente não são nítidos e ambos representam um esforço mútuo e coordenado para que o grupo alcance o resultado final a contento, sendo considerados, portanto, complementares. Os resultados mostram, também, que o desafio de escrever conjuntamente não se restringe ao conhecimento e manuseio eficiente dos recursos de um editor de textos compartilhado; exige, sobretudo, (v) ajustes socioafetivos dos participantes, nem sempre observáveis ou mensuráveis, para que o texto final possa ser um trabalho de multiautoria. Tal esforço conjunto, do ponto de vista das relações de trabalho, por se tratar de uma relação estabelecida dialogicamente, (vi) resulta na descentralização da gestão e (vii) na unificação da informação para os membros do setor, vistos como ganhos expressivos para o contexto laboral.