Mestrado em Empreendedorismo e Cidadania Global | Master's Degree in Entrepreneurship and Global Citizenship - TMECG
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Percorrer Mestrado em Empreendedorismo e Cidadania Global | Master's Degree in Entrepreneurship and Global Citizenship - TMECG por orientador "Porfírio, José"
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- A alteração do paradigma do perfil empreendedor com a inteligência artificialPublication . Silva, Paula Manuela Carvalho da; Porfírio, JoséO presente estudo analisa a transformação do perfil empreendedor no contexto da Inteligência Artificial (IA), com especial enfoque na fase pré-negócio. Com base em diferentes perspetivas teóricas contemporâneas, nomeadamente a economia da IA, as capacidades dinâmicas e o empreendedorismo digital, procura-se compreender de que forma a IA influencia as características do empreendedor, os desafios associados à sua adoção e as competências necessárias para maximizar o seu potencial. Do ponto de vista teórico, o estudo integra a perspetiva da IA enquanto tecnologia que reduz o custo da previsão (Agrawal, Gans, & Goldfarb, 2022), o conceito de organizações “AI-first” (Iansiti & Lakhani, 2020) e o enquadramento das capacidades dinâmicas (Teece, Pisano, & Shuen, 1997), permitindo analisar a adaptação dos empreendedores a ambientes cada vez mais orientados por dados. Paralelamente, incorpora abordagens relacionadas com o desenvolvimento orientado para o cliente (Blank, 2013), a experimentação iterativa (Ries, 2011) e a governança de dados (OECD, 2024), evidenciando os desafios técnicos, culturais e estratégicos presentes nas fases iniciais do processo empreendedor. Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem quantitativa, baseada na recolha de dados através de questionário aplicado a empreendedores e potenciais empreendedores. A análise incide na relação entre capacidades associadas à IA, competências empreendedoras e resultados na fase inicial do negócio, nomeadamente ao nível da identificação de oportunidades e do ritmo de experimentação. Os resultados sugerem que a IA potencia significativamente a descoberta de oportunidades e acelera os processos de experimentação, introduzindo simultaneamente desafios relacionados com a governança de dados, a escassez de competências e o alinhamento estratégico. Adicionalmente, verifica-se que a combinação entre literacia em IA, capacidades dinâmicas e lógica effectual contribui positivamente para o desempenho empreendedor em fases iniciais. O estudo contribui para a literatura ao propor um modelo teórico integrado que articula capacidades associadas à IA, competências empreendedoras e resultados na fase pré-negócio. Do ponto de vista prático, fornece orientações relevantes para empreendedores, instituições de ensino e decisores políticos no contexto da transformação digital.
- O potencial do ecossistema empreendedor dos Açores: infraestruturas, educação e financiamento no desenvolvimento empreendedor localPublication . Gaspar, Catarina Isabel Franco Rita; Porfírio, JoséO ecossistema empreendedor dos Açores tem vindo a evoluir num contexto marcado simultaneamente por constrangimentos estruturais e oportunidades emergentes. Esta dissertação analisa de que forma as Infraestruturas e Políticas Públicas, a Cultura e Formação Empreendedora, o Financiamento e Sustentabilidade Empresarial e a Insularidade e Contexto Territorial influenciam o desenvolvimento do ecossistema empreendedor regional. Para esse efeito, recorreu-se a uma metodologia de métodos mistos, combinando um questionário aplicado a 41 empreendedores das nove ilhas com 35 entrevistas semiestruturadas, permitindo integrar evidência quantitativa e qualitativa sobre as dinâmicas do ecossistema. Os resultados quantitativos evidenciam avaliações moderadamente positivas das infraestruturas, da formação empreendedora e do ecossistema em geral, enquanto o financiamento surge como a dimensão mais frágil, sendo identificado como o principal obstáculo ao crescimento e à sustentabilidade empresarial. A análise qualitativa complementa estes resultados ao evidenciar desigualdades territoriais no acesso às infraestruturas de apoio, desafios na operacionalização das políticas públicas e uma cultura empreendedora em evolução, ainda marcada por prudência e aversão ao risco. Em ambas as componentes do estudo, a insularidade assume um papel transversal, condicionando o acesso a recursos, os custos de contexto, a densidade das redes de colaboração e as oportunidades de inserção em mercados mais amplos. Conclui-se que o ecossistema empreendedor dos Açores apresenta um potencial significativo de desenvolvimento, mas permanece condicionado pela articulação entre fatores institucionais, culturais, financeiros e territoriais, permanentemente influenciada pela condição insular. Neste sentido, a investigação evidencia que o fortalecimento do ecossistema dependerá menos da criação isolada de novos instrumentos e mais da promoção de estratégias integradas, territorialmente diferenciadas e ajustadas às especificidades das regiões insulares e ultraperiféricas.
- A transformação digital e alteração dos modelos de negócios nas empresas de contabilidade em Cabo Verde: o impacto da Inteligência Artificial (IA)Publication . Évora, Ana Mafalda Vieira de Carvalho; Porfírio, JoséA presente investigação procurou estudar, como as diferentes propostas tecnológicas digitais estão a ser incorporadas nas tarefas repetitivas e rotineiras em direção à transformação digital das micro, pequenas e médias empresas de contabilidade e consultoria em Cabo Verde, dando ênfase à inteligência artificial (IA). Compreender se a IA, tem vindo a contribuir ou poderá vir a contribuir para a transformação da contabilidade tradicional, promovendo o possível desenvolvimento de “novos” modelos de negócio, no contexto Cabo-verdiano caraterizado pela insularidade, mais concretamente nas ilhas de Santiago, S. Vicente e Sal, perante as tendências globais aceleradas e crescentes das tecnologias digitais. Esta investigação foi construída a partir da análise e síntese de informações recolhidas de diferentes fontes bibliográficas e documentais, plataformas digitais e fontes especializadas. A recolha de dados foi efetuada por meio de inquérito por questionário online, no Google Forms. Através da combinação do método misto, realizou-se o estudo exploratório, com combinação das abordagens qualitativa e quantitativa descritiva, aplicado aos líderes e colaboradores das respetivas empresas. A pesquisa incidiu sob a população/universo de 34 empresas, através da amostragem por conveniência, o tamanho da amostra foi de 21 inquiridos, o que corresponde a aproximadamente 62% da população. Os resultados revelaram o nível elevado de graduação dos profissionais inquiridos, em diferentes faixas etárias e com largos anos de experiências; assim como a permanência das empresas no mercado com alguma durabilidade. No que se refere às tecnologias utilizadas, o caso concreto dos softwares de gestão, o Primavera foi eleito; só que na maioria dos casos não funcionam como ERP integrado, permitindo a automatização dos processos nem integram IA possibilitando a otimização desses processos. O nível de TD dessas empresas avaliado pela utilização dos softwares, classificaram-se como sendo de nível baixo-médio, com tendência crescente e gradual; uma vez que, houve manifestações maioritariamente desfavoráveis sobre a realização automática das principais tarefas repetitivas e rotineiras como por exemplo ( realização de reconciliações bancárias, fecho de contas, emissão de demonstrações financeiras, conceção de relatórios, guarda de documentos de arquivos, relação com os clientes, gestão e controlo previsional) e manifestações desfavoráveis sobre o aproveitamento das potencialidades da IA integradas aos sistemas. Relativamente a outras tecnologias utilizadas, verificou-se o recurso a ferramentas básicas do Office, para atender a variadas demandas, trabalhos com diferentes modelos de IA de forma Isolada, utilização das plataformas digitais não integrada automaticamente à contabilidade. Conclui-se que, nesse contexto setorial, as empresas estão a dar passos lentos a nível do processo de TD, considerando o contexto global avassalador que se presencia em diversos setores da economia, muito distante da criação de valor na linha da digitalização e alteração do modelo de negócio. Isso se deve, aos fatores como a pequena dimensão de mercado, défice de planeamento estratégico, défice de alinhamento entre as empresas e os diferentes atores do ecossistema empreendedor; assim como o retorno incerto e demorado dos investimentos. Elevados custos com os investimentos para aquisição de tecnologias mais ágeis, sua manutenção e assistência técnica, insuficiência financeira para proporcionar melhoria da capacitação dos profissionais.
